Radio Planeta Rei

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Renato Simões: “não há como preservar conquistas do lulismo sem rupturas”



Renato Simões é candidato a presidente do PT com apoio de três correntes que trazem o socialismo no nome: “Militância Socialista”, “Socialismo é Luta” e “Unidade Popular e Socialista”


Próximo dos movimentos sociais, e com boa relação junto ao MST, Simões acaba de assumir o mandato de deputado federal (havia ficado na suplência). Eleito por São Paulo, tem atuação na região de Campinas. Simões está entre os candidatos que se opõem ao núcleo majoritário do PT (que apóia Rui Falcão como candidato a presidente). Quase um milhão de filiados estão aptos a votar, na eleição interna do próximo domingo.

Em entrevista exclusiva ao Escrevinhador, Simões reafirmou a necessidade de mudança de rota, especialmente na política de alianças com o PMDB:  ”Não há como preservar, muito menos ampliar, as conquistas sociais do lulismo sem rupturas com interesses dominantes”.

Confira abaixo a entrevista de Renato Simões…

1) As manifestações de junho de 2013, num primeiro momento, deixaram o PT na defensiva. O partido perdeu a conexão com os movimentos sociais? Ou há um “novo” movimento social nas ruas, que não dialoga com os partidos tradicionais?

A reação do PT às manifestações de junho me assustou. Num primeiro momento, lideranças petistas de vários níveis de governo, do municipal ao federal, foram de um conservadorismo atroz. Desqualificaram, estigmatizaram e criminalizaram os movimentos de rua. A resolução da Executiva Nacional que saudou as manifestações e conclamou os petistas a delas participarem, a decisão do Prefeito Haddad de rever o reajuste da tarifa, o pronunciamento da Presidenta Dilma em cadeia de rádio e TV e a plenária nacional de entidades, partidos, centrais sindicais e movimentos sociais foram marcos de uma virada nessa posição vergonhosa dos primeiros dias.


Há novos sujeitos políticos nas ruas, que não se referenciam nessas estruturas tradicionais de organização política das esquerdas, explorando novas bandeiras, novos métodos, novas formas de comunicação e direção. Eles questionam o PT, mas também os demais partidos de esquerda, as centrais, as entidades estudantis e outras formas mais institucionalizadas de organização popular. Chacoalharam a democracia representativa e clamaram por democracia participativa e mais direitos sociais. Uma pauta, portanto, à esquerda da sociedade.

O processo natural de amadurecimento de lideranças, de reflexão sobre o aprendizado das ruas – a primeira experiência de participação política de milhares de pessoas, particularmente jovens – e a sistematização de novas práticas e lutas fará com que movimentos novos, de caráter mais horizontal e participativos, busquem o diálogo com os movimentos tradicionais que permaneceram, em julho, agosto e setembro, em mobilização por suas bandeiras. O PT, se quiser ser interlocutor, deverá estar também na rua. Pode perder o bonde dessa história se não retomar a agenda política da luta de massas como elemento central de sua elaboração política, hoje quase que exclusivamente pautada pela luta institucional e suas implicações eleitorais.

2) O senhor concorre à presidência com apoio de correntes internas que fazem a defesa do socialismo. Mas o PT hoje depende de doações de empresas para se manter – principalmente em campanhas eleitorais. O partido deixou de ser socialista?

O caráter socialista do Partido nunca foi posto em cheque nas resoluções de suas instâncias, do Manifesto de Fundação às resoluções de nosso IV Congresso. O PT nasceu socialista, plural e democrático, e ainda se define desta forma.

Evidentemente, houve uma forte diluição programática de nosso Partido e uma institucionalização de nossa estratégia de construção socialista. Reivindicamos neste PED a necessidade de aprofundamento desta identidade socialista do PT e a construção de uma estratégia e de um programa baseados na luta por reformas estruturais, de caráter democrático e popular, que tencione a formação social capitalista brasileira.

Cinco reformas democráticas e populares – agrária, urbana, política, tributária e da comunicação, desconcentrando renda, distribuindo riqueza e socializando poder, é o centro desta proposta. Após dez anos de governo, é chegada a hora do salto das políticas públicas para as reformas democráticas e populares. Isso não será feito sem rupturas, inclusive com as atuais relações que estabelecemos com o capital e os partidos da ordem.

Há uma contradição em termos entre aprofundar nossa identidade e nossa estratégia socialista e a manutenção do atual nível de financiamento do PT junto ao grande capital, não só no financiamento das campanhas como da própria vida cotidiana do partido. Por isso, a reforma política, o financiamento público exclusivo das campanhas e dos partidos é central não só para a democracia brasileira como também para a manutenção dos vínculos do PT com a base social de onde veio e que busca representar na política.

3) As correntes de esquerda que apoiam sua candidatura são críticas da política de alianças adotada pelo partido. O PT deve rever essas alianças? O partido (e seus aliados mais à esquerda) tem menos de 30% das cadeiras no Congresso. É possível governar sem alianças com PMDB e outros partidos conservadores?

A questão poderia ser invertida: é possível governar com um programa avançado, baseado em reformas democráticas e populares, mantendo alianças com o PMDB e outros partidos conservadores?

Se é verdade que todos os candidatos, genericamente e com matizes diferenciadas, defendem ser as reformas democráticas e populares as principais metas de um quarto governo encabeçado pelo PT, precisamos nos preparar para uma política de alianças condizente com esses objetivos.

O exemplo das manifestações de junho é novamente emblemático. Quando Dilma chamou para si a responsabilidade de responder às ruas com políticas avançadas, foram o PMDB e parte considerável da base aliada que criaram as maiores dificuldades para colocá-las na ordem do dia. Foi o vice-presidente Temer, com suas articulações com o Procurador Geral da República, ministros do Supremo e a mídia privada, quem puxou a fila contra a proposta de um plebiscito popular para a convocação de uma constituinte exclusiva para a reforma política. Os presidentes das duas casas do Congresso, Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, enterraram o tema com a aprovação de uma raquítica reforma eleitoral e a criação de uma comissão fantoche para uma mini-reforma política. O líder Eduardo Cunha foi o maestro das obstruções e dificuldades criadas para a aprovação dos projetos do governo de concentrar os royalties do petróleo para a educação e do Mais Médicos.

Portanto, o núcleo duro de uma estratégia baseada na luta por reformas democráticas e populares é uma aliança comum do Governo com o PT, os partidos de esquerda e os Movimento Sociais, a partir do qual o programa alcançado deve balizar o diálogo com as demais forças políticas, no primeiro e no segundo turnos.

4) Várias correntes de esquerda desistiram de travar a disputa interna no PT e foram para o PSOL, PSTU. Por que sua corrente segue nesse debate, mesmo sabendo que a esquerda está em franca minoria no PT? As correntes que saíram cometeram um erro, deveriam ter insistido mais na “disputa” pelo PT?

Sim, com certeza. A ilusão de que a crise da esquerda se resolveria com a criação de um novo partido ou a acomodação em vários partidos à espera de uma nova aglutinação das esquerdas a curto prazo mostrou-se fugaz. Identificar Lula e o PT como os principais adversários, ou mesmo inimigos de classe dos trabalhadores e trabalhadoras, acabou por isolar essa perspectiva no movimento de massas e identificar a oposição de esquerda aos governos Lula e Dilma com os eixos da oposição de direita. A resultante dessa linha junto à classe trabalhadora foi pequeníssima.

A decisão de ficar no PT mostrou-se acertada. Temos um balanço globalmente positivo dos avanços sociais e econômicos destes dez anos de governo. A crítica que fazemos aos nossos governos vêm no sentido de disputar posições dentro e fora do partido, em particular junto aos movimentos sociais, para que a sociedade, o partido e o governo se desloquem para a esquerda.

É Pela Esquerda que Queremos o Brasil e o instrumento político mais adequado a essa política, ainda que tenhamos que conviver, como em qualquer instituição, com grandes contradições, continua sendo o PT.

5) Quais foram os maiores acertos dos governos de Lula e Dilma? E quais os maiores erros? Os governos petistas erraram ao não travar o debate sobre Democratização da Comunicação, por exemplo?

O que caracterizou o sucesso dos dez anos de governo do PT foi o segundo mandato do Presidente Lula. Nele se implementou, com mais nitidez, parte das diretrizes gerais aprovadas pelo partido em 2001, como a criação de um mercado de consumo de massas, a definição da inclusão social como mola do desenvolvimento econômico do país, a recuperação da capacidade de planejamento e investimentos do Estado, a geração de empregos e a valorização dos salários como instrumentos de fortalecimento da classe trabalhadora e de seu acesso a bens e serviços. Aliados a uma atuação soberana no plano internacional e a uma democratização, ainda que limitada, do Estado brasileiro, esses elementos econômicos do sucesso do lulismo deram-se em momento de particular expansão econômica internacional, até a crise de 2008.

Podemos caracterizar esse período, pois, de um período de avanços sem rupturas, tendo como concepção a conciliação de classes e como método a mediação. Isso explica porque conseguimos melhorar significativamente a vida dos mais pobres sem impor processos distributivos que implicassem em diminuição dos privilégios dos de cima.

No governo Dilma, o agravamento da crise econômica internacional e o impacto da ausência das reformas democráticas e populares limitam ou mesmo comprometem a continuidade dessa política. O cobertor mais curto faz com que o governo tenha que arbitrar interesses mais acirrados entre as classes sociais. Não há como preservar, muito menos ampliar, as conquistas sociais do lulismo sem rupturas com interesses dominantes.

Para fazer o omelete das reformas democráticas e populares, há que quebrar ovos e contrariar os beneficiados pela atual situação a ser reformada.

No caso da democratização da comunicação, fica evidente que a subordinação do governo a uma aliança com os proprietários privados dos meios de comunicação impediu a democratização, a universalização e a participação popular nesta área do direito hoje privatizada.

Ao não promover a democratização da comunicação e financiar com fartos recursos públicos a mídia privada, o governo federal lesa a comunidade de um direito fundamental. Despolitiza, a sociedade e enfraquece a disputa ideológica que uma maior pluralidade significaria.
  
6) Quem é o adversário principal em 2014: PSDB ou PSB? E qual deve ser o discurso de Dilma e do PT na campanha?

Já é comum afirmarem os analistas que a fragilidade das oposições é o principal cacife eleitoral de Dilma. É parcialmente verdade: de fato, os tucanos são caricatos opositores, sem rumos ou alternativas para o país. Aécio é pálida figura na proa desta nau sem maiores rumos. Mas não se pode menosprezar a força da relação dos tucanos com o grande capital, principal fator ao seu favor nestas eleições.

Por outro lado, as dissidências do lulismo ainda não disseram a que vieram. Marina e Eduardo, Eduardo e Marina, oscilam entre a razão e o fígado, a crítica pontual e a oposição desbragada. Ainda não decidiram a chapa, muito menos a embocadura da campanha. Contando com a rejeição dos tucanos, podem com certeza colocar-se como pólos da disputa com Dilma, mas precisarão de uma elaboração muito mais fina para chegar lá. E, convenhamos, a cada vez que Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Resende abrem a boca, mais próximos ficam do neoliberalismo e do legado tucano.

Aqueles que acham, no entanto, que Dilma já ganhou pela fragilidade de nossos adversários, menosprezam os dilemas que vivemos hoje no nosso próprio campo. Com a crise econômica mundial e as baixas taxas de crescimento econômico, Dilma vê-se pressionada, por um lado, pelo capital que busca preservar sua lucratividade e privilégios. De outro, pelas reivindicações por mais direitos sociais e econômicos da classe trabalhadora. Respondendo ao primeiro time, Dilma aprofunda contradições com os movimentos sociais e as esquerdas (como no caso do leilão de Libra, dos direitos dos povos indígenas, dos impasses ambientais etc.). Respondendo ao segundo time, Dilma aprofunda contradições com setores expressivos do capital que a apoiaram, como os ruralistas e o capital financeiro. No Congresso, isso se expressa em uma instabilidade política grande e em uma base aliada cada vez mais ácida e menos aliada…

Vencer as eleições será uma tarefa árdua. Perder as eleições, um retrocesso imenso. Temos, pois, que ganhar as eleições. Para tanto, o V Congresso do PT deve escolher um rumo. E esperamos que seja o de aprofundar suas relações à esquerda, preparar um programa avançado, capaz de dialogar com quem quer mais direitos e reformas estruturais e uma campanha militante, que volte a empolgar corações e mentes por um Brasil democrático e popular.

Escrevinhador

Ricardo Marcelo descarta apoio a Ricardo Coutinho em 2014 e abre entendimentos com Cássio e Veneziano

Ricardo Marcelo descarta apoio a Ricardo Coutinho em 2014 e abre entendimentos com Cássio e Veneziano

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba e presidente estadual do PEN, Ricardo Marcelo, em visita ao Sertão do estado, declarou que o partido ainda não faz parte do ‘Blocão’, para disputar o Governo da Paraíba em 2014. “Estamos fazendo ponderações para nosso ingresso no blocão”, afirmou ele.

Ricardo Marcelo assegurou que está do lado do povo e não do Governo e disparou: “A gente tem avaliado friamente e chegamos à conclusão de que nada tem funcionado direito, e é preciso que a gente fique do lado do povo e não de palácio”.

Conflito no hospital - O presidente taxou de “absurda” a confusão gerada no hospital de trauma de João Pessoa na semana passada, envolvendo os deputados de oposição e o secretário de Saúde, Waldson de Sousa. “A intolerância do secretário me surpreendeu muito. Pensei que ele fosse uma pessoa equilibrada, mas não é”. Disse Ricardo Marcelo

O Presidente da AL-PB também declarou que esse tipo de situação é característica do Governo de Ricardo Coutinho (PSB), que não respeita os poderes. “Ele agride as pessoas e não respeita sequer a liberdade das pessoas”.

2014 - O presidente revelou que está sendo procurado por várias correntes políticas, podendo o PEN fazer parte da disputa majoritária em 2014. Ricardo Marcelo disse que pode escolher Cássio Cunha Lima (PSDB) ou Veneziano Vital (PMDB), para apoiar. “São meu amigos”.

Ele disse que Ricardo Coutinho não é inimigo, mas é uma pessoa “difícil de se conviver” e descartou apoio  ao socialista na disputa em 2014. “Certeza, não tem como conviver com uma pessoa que não tem respeito, acha que o sol nasceu só para ele”.

Redação iParaiba com Ascom

Banda Magníficos, de Monteiro, se apresenta nesta quinta no programa 'Encontro com Fátima Bernardes'


A Banda Magníficos da cidade de Monteiro-PB, estará se apresentando nesta quinta-feira(07), no programa "Encontro com Fátima Bernardes", na TV Globo, a partir das 10:00Hs.

A Banda Magníficos é conhecida não só no nordeste, mais em todo Brasil. Em julho a banda se apresentou no Programa da Tarde da TV Record.

Fundada pelo empresário Jotinha, natural de Monteiro, no ano de 1993, com 17 Cd's gravados a banda Magníficos conquistou seus fãs espalhados em todo o Brasil, tendo com vocalistas atuais Neno, Sâmia Maia e Valquíria Santos.

Giro PB

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ex-prefeito José Ribamar de Imaculada é alvo de ação de improbidade

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou a ação de improbidade contra o ex-prefeito de Imaculada (PB) José Ribamar da Silva, em razão dele ter deixado de prestar as contas referentes aos exercícios de 2008 e 2009 de recursos transferidos ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), através do Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate).
Em 2008, o referido município recebeu a quantia de R$ 6.970,24. E, em 2009, foram repassados R$ 13.952,30, mas o ex-gestor não prestou contas, apesar do FNDE ter interpelado e insistido através de notificações.
Conforme resolução do FNDE, a prefeitura de Imaculada (PB) tinha até 28 de fevereiro de 2009 e de 2010 para apresentar as contas do Pnate, referentes aos exercícios de 2008 e 2009, ao Conselho Municipal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que, por sua vez, deveria encaminhá-las ao FNDE até 15 de abril de 2009 e 2010, respectivamente.
Além de ignorar o dever legal de prestar contas do Pnate, o ex-prefeito também não se manifestou quando teve oportunidade de defesa no âmbito do procedimento administrativo instaurado pelo Ministério Público Federal para investigar o fato. Para o MPF, o dano existe e é gravemente suportado pela população de Imaculada (PB), pois o município pode ser privado de receber benefícios federais diante da possibilidade de inscrição como inadimplente nos sistemas de acompanhamento de verbas.

A ação foi proposta em 21 de fevereiro de 2013. Em despacho, datado de 22 de março de 2013, a Justiça Federal mandou notificar o ex-prefeito para oferecer manifestação sobre a ação de improbidade, conforme o artigo 17, parágrafo 7º da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). Até agora (novembro) o MPF aguarda o recebimento da ação pelo Judiciário.

Tabira notícias

Paulo Teixeira: “PT se afastou dos movimentos sociais; precisamos retomar caráter militante”

Deputado Paulo Teixeira (PT)
Paulo Teixeira foi líder do PT na Câmara, mesmo sem integrar a corrente que, tradicionalmente domina a máquina partidária. Agora, ele concorre à presidência do PT, representando a “Mensagem ao Partido” – da qual faz parte também o governador Tarso Genro (RS).

Na última eleição interna, em 2009, a Mensagem teve pouco mais de 15% dos votos. Nos bastidores do PT, estima-se que Paulo Teixeira (deputado federal – SP) possa conquistar um percentual um pouco acima disso.  O grande desafio dele, e dos outros candidatos que enfrentam o favorito Rui Falcão, é levar a eleição para o segundo turno.

Mais de 800 mil petistas estão aptos a votar no pleito, que ocorre no próximo domingo. Nessa entrevista exclusiva ao Escrevinhador, Paulo Teixeira afirma: “Perder vitalidade política e tornar-se um partido eleitoral é um risco para o PT neste momento da sua história, fato que pode ser evitado se crescer um movimento interno de mudança e dar outro rumo ao partido.”

1) Depois das manifestações de junho, Lula chegou a afirmar que – pela primeira vez desde a redemocratização -o povo tinha saído às ruas sem que o PT restivesse à frente. Como se explica isso? O PT perdeu vitalidade? Tornou-se refém do jogo institucional, perdendo a capacidade de mobilização?

(Paulo Teixeira) Em seus trinta e três anos de vida, o PT teve uma trajetória de grandes vitórias que mudaram profundamente a sociedade brasileira. Essas vitórias foram fruto das lutas sociais, que o PT fez parte e ds governos Lula e Dilma, que mudaram o Brasil, com inclusão social, criação de empregos formais, direitos sociais e liderança internacional.

O PT priorizou a tarefa de governar o Brasil, fato que absorveu os principais dirigentes 
partidários e consumiu o tempo da nossa direção partidária. A agenda eleitoral falou mais alto que a agenda social.

Por essas razões o PT se afastou dos movimentos sociais e das suas lutas, distanciando-se dos movimentos tradicionais da velha sociedade industrial e ainda mais dos novos movimentos que surgiram da sociedade pós industrial no Brasil. Como disse a Marilena Chauí, o PT acabou virando uma gigante máquina eleitoral. Precisamos retomar o caráter formador, militante e democrático do nosso partido.

2) Há quem veja muitas semelhanças entre a trajetória do PT e a de partidos como o PSOE espanhol e o SPD alemão. Eram legendas com forte inserção popular, base sindical, mas se transformaram em “máquinas eleitorais”. Esse é o caminho do PT?

(Paulo Teixeira)  Há uma perda de vitalidade no PT em razão da sua crescente burocratização. Perder vitalidade política e tornar-se um partido eleitoral é um risco para o PT neste momento da sua história, fato que pode ser evitado se crescer um movimento interno de mudança e dar outro rumo ao partido. A liderança maior do PT é o ex-presidente Lula que tem criticado repetidamente os rumos que o PT tomou. Lula pode contribuir decisivamente para uma agenda de mudanças dentro do PT. Os milhares de jovens que foram as ruas em junho, impulsionaram uma nova agenda de transformações, por mais avanços, por isso digo que precisamos mudar o PT, para continuar mudando o Brasil.

3) Por que imagina que sua candidatura seja o caminho para reverter esse quadro no PT?

(Paulo Teixeira) Eu represento a corrente Mensagem ao Partido, que se constituiu depois da crise de 2005 e que tem uma agenda de mudança do partido, tanto do ponto de vista programático, como do ponto de vista da sua vida interna.

Propomos a mobilização partidária para a realização da Revolução Democrática no Brasil, um ciclo de ampliação de direitos e de aprofundamento da democracia, que requer um partido muito mais vinculado aos movimentos sociais, a qualificação da política de alianças, a nitidez de posições sobre os temas brasileiros, capacidade de elaboração, valorização da militância e a ampliação do trabalho de formação política.

Conseguimos nesses anos aglutinar os intelectuais, sindicalistas, militantes de movimentos sociais, governadores, prefeitos, deputados federais, estaduais, vereadores e a mais expressiva representação da juventude no PT. Nossa candidatura propõe um PT mais ousado, que volte a dialogar com os movimentos sociais e que seja capaz de formar uma nova geração de dirigentes jovens, mulheres, negros e índios.

Nossa atuação por uma agenda de mudanças no PT não se resume ao nosso campo. Conseguimos alianças com uma parte da CNB, do Movimento PT, da AE, da Militância Socialista e outros campos dentro do PT. Por essa razão que o 4° congresso do PT aprovou uma agenda de mudanças para o partido.

 4) Setores do partido reclamam de filiações em massa que teriam ocorrido nos últimos meses? isso pode viciar o resultado do PED? De quem partiram essas iniciativas? Como avalia o papel do setores majoritários do PT?

(Paulo Teixeira) O PED, como está organizado, teve inúmeras virtudes, mas para mim há um esgotamento, e portanto,tem que ser revisto. Há sintomas de inchaço na maquina partidária e relações com a militância que não correspondem aos propósitos de um partido de esquerda como a história do PT tão bem registrou. Precisamos rever a forma de organização interna, retomar a intensidade dos debates e ter uma relação mais qualificada com os filiados. O setor majoritário do PT vem comprometendo a democracia interna ao se impor ao partido sem consultar os outros campos políticos. Precisamos retomar o equilíbrio interno na relação das forças dentro do PT.

5) O senhor foi líder do PT na Câmara durante o governo Dilma. Conhece de perto o jogo de alianças com legendas conservadoras pra garantir maiorias eventuais. O PT deve rever sua politica de alianças? Deve romper com o PMDB?

Fui líder do PT em 2011 e pudemos fazer uma relação dentro da base de governo em que o PT tinha mais hegemonia sobre a base. Partimos de uma relação privilegiada com o PCdoB, PSB e PDT, e com os demais partidos tínhamos relações de proximidade que equilibraram a relação com o PMDB. Não sou favorável a romper a aliança com o PMDB. 
Sou favorável a equilibrar a relação com eles para dirigir um processo de mudanças.

6) Quem é o inimigo principal em 2014: PSDB ou PSB? Como lidar com Eduardo e Marina? Parece que a comparação com os anos FHC não será mais suficiente para garantir vitória petistas. Qual deve ser o discurso central de Dilma?

 Nossa tática eleitoral de 2014 deve ser a de mostrar os avanços conquistados nos 11 anos de governos Lula e Dilma e enfrentar a agenda de mudanças que os jovens que foram as ruas requerem. Precisamos enfrentar a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Democratização da Mídia, a Reforma Agrária e a Reforma Urbana. O PT tem que colocar como ponto alto da sua agenda o combate à corrupção. Nossos adversários estão no campo do neoliberalismo, especialmente, mas não só, o PSDB. A recente aliança Marina-Eduardo Campos ainda deve esclarecer com qual campo se identifica. Recentemente reforçou a ideologia liberal.Realizaremos o debate com o povo brasileiro, especialmente sobre o aprofundamento da democracia, do desenvolvimento com sustentabilidade e sobre um novo mundo possível, sem guerras e sem imperialismo.

Escrevinhador

MPF processa ex-prefeito de Catingueira por improbidade administrativa

O ex-prefeito de Catingueira (PB) José Edivan Félix é alvo de ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), em razão da ausência de prestação de contas de R$ 79.992,00, advindos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para construção de 44 banheiros domiciliares no município.

Os recursos foram repassados através do Convênio nº 1.355/2003, tendo o município entrado com a contrapartida de R$ 808,00, comprometendo-se a aplicar os recursos federais exclusivamente na construção dos banheiros domiciliares, como também prestar contas à Funasa de todos os recursos recebidos por meio do convênio, devolvendo a quantia não usada, inclusive a verba da contrapartida.

Para executar as obras, o município realizou licitação e, pouco menos de dois meses depois, o dinheiro foi liberado em três parcelas. Ocorre que José Edivan Félix só prestou contas da aplicação dos recursos referentes as duas primeiras parcelas do convênio, visto que a liberação da parcela seguinte estava condicionada à prestação de contas da parcela anterior.

No entanto, nunca apresentou prestação de contas final do convênio, razão pela qual a Funasa instaurou Tomada de Contas Especial, em 6 de maio de 2009, solicitando que o ex-prefeito apresentasse a prestação de contas. Mesmo assim, o então gestor permaneceu inerte, sem explicar como gastou a terceira parcela repassada pela Funasa ao município.

A ação foi proposta em 25 de fevereiro de 2013. Em despacho, datado de 4 de junho de 2013, a Justiça Federal mandou notificar o ex-prefeito para oferecer manifestação sobre a ação de improbidade, conforme o artigo 17, parágrafo 7º da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). Até agora (novembro) o MPF aguarda o recebimento da ação pelo Judiciário.

É possível consultar a movimentação do processo através da página www.jfpb.jus.br, bastando, para tanto, colocar o número da ação na ferramenta de pesquisa processual.

Catingueiraonline




terça-feira, 5 de novembro de 2013

Valter Pomar: “Ou o PT muda, ou a esquerda sofrerá uma derrota histórica”

Valter Pomar
Valter Pomar é candidato a presidente do PT pela chapa “A Esperança é Vermelha”. Secretário-geral do Foro de São Paulo (entidade que reúne partidos de esquerda de toda América Latina), Pomar integra a corrente interna do PT  ”Articulação de Esquerda”. No PED anterior, em 2009, o grupo teve cerca de 10% dos votos.

Na entrevista ao Escrevinhador, ele afirmou: “ou o PT muda, ou a esquerda sofrerá uma enorme derrota histórica. Ou o PT muda, ou estes 34 anos, em particular os três mandatos presidenciais,ficarão para a história como um hiato progressista, numa história predominantemente conservadora.”

Pomar é um dos seis candidatos a presidente do PT, na eleição interna marcada para o próximo dia 10 de novembro. Confira a entrevista.

1) O senhor tem dito que o partido precisa rever sua tática e sua estratégia. Já não bastam as políticas compensatórias, adotadas desde Lula, seria preciso caminhar para reformas estruturais. Qual seria esse novo “programa”? E o PT atual tem disposição pra isso, ou se tornou refém da pura lógica eleitoral?

Vamos por partes: não acho que o PT tenha se tornado refém da “pura lógica eleitoral”. Acho que é mais correto dizer que há “duas almas” –ou dois chips, se quiser uma imagem mais moderna, ou duas estratégias, para usar uma linguagem mais política– operando no PT. Uma é comprometida com a transformação profunda da sociedade brasileira. A outra é comprometida com o melhorismo.

As duas estratégias necessitam, para materializar seus propósitos, que o Partido dispute eleições, ganhe e governe.

A diferença é que a estratégia melhorista faz o Partido ir se contentando, se adaptando, se conformando, se domesticando frente aquilo que é possível obter através dos processos eleitorais.

Já a estratégia transformadora continua empurrando o Partido a brigar contra os limites da institucionalidade ou, para ser mais exato, contra os limites da democracia burguesia realmente existente no Brasil.

É importante dizer que os resultados obtidos pelo Partido, ao longo destes mais de 33 anos, especialmente ao longo destes praticamente 11 anos de governo, não são produto exclusivo nem de uma, nem de outra estratégia.

São produto da ação combinada das duas, no contexto da luta de classes que ocorre na sociedade brasileira, que por sua vez está imersa numa conjuntura internacional também conflituosa e cambiante.

Agora, uma coisa é verdade: a estratégia melhorista predominou, desde 1995, desde a eleição de José Dirceu presidente do PT no Encontro que fizemos na cidade de Guarapari, no Espírito Santo.

Em segundo lugar, não acho que nossa ação de governo, desde 2003, tenha sido marcado por políticas compensatórias. Por um lado, a escala de pessoas beneficiadas pelas cotas, pelo ProUni e pela Bolsa Família, para ficar nestes três casos, faz com que estas políticas não sejam meramente “compensatórias”, focalizadas, micro: elas possuem efeitos macroeconômicos muito mais amplos.

O correto, na minha opinião, é dizer que nossa ação de governo, a partir de 2003, foi marcada pela seguinte orientação: melhorar a vida do povo através de políticas públicas, sem fazer reformas estruturais.

 E o que está ocorrendo, hoje, é que esta orientação “melhorista”, baseada em políticas públicas, está esgotando sua capacidade de melhorar de maneira sustentável, continuada e ampliada as condições de vida do povo.

Dito de outra forma: apenas com políticas públicas, sem reformas estruturais, não vamos conseguir concluir a superação do neoliberalismo, nem tampouco vamos superar a natureza conservadora, antidemocrática e dependente do capitalismo brasileiro.

Para atingir estes objetivos, para termos um Brasil efetivamente democrático-popular, e também para acumular forças em direção ao socialismo, precisamos de uma estratégia transformadora, uma estratégia que nos permita realizar reformas estruturais, entre as quais destaco a Lei da Mídia Democrática, a reforma política e a Assembléia Constituinte, a reforma tributária, as reformas agrária e urbana, uma política econômica baseada no protagonismo do Estado e na produção de bens de consumo público, associadas a consolidação das políticas públicas universais de saúde, educação, cultura e transporte.

 2) Setores do partido reclamam de filiações em massa que teriam ocorrido nos últimos meses? Isso pode viciar o resultado do PED? De quem partiu essas iniciativa? E como avalia o papel dos setores majoritários do PT?

O PT tem poucos filiados: 1 milhão e 700 mil. Precisaríamos ter 10 milhões. Para mim, portanto, o problema não está na quantidade. O problema está no fato de aumentarmos o número de filiados, sem aumentar o número de militantes.

O partido vem crescendo em tamanho, mas nossa capacidade de mobilização e a influência das idéias de esquerda não cresce no mesmo ritmo. Por outro lado, grande parte dos atuais filiados ao PT, filiou-se a partir de 2003.

Entre estes novos filiados, há duas minorias e uma maioria. Há uma minoria de filiados que entrou no PT pelos motivos clássicos: por sermos um partido de trabalhadores, um partido de esquerda, um partido socialista. Há outra minoria que entrou no PT por mero oportunismo eleitoral, para usufruir do potencial da legenda: é o caso dos neopetistas, políticos tradicionais que vieram de outros partidos abrigar-se no PT, geralmente a convite de algum petista ilustre que acha que isto é “ampliação”. Mas, dentre os novos filiados, pós 2003, a grande maioria é composta por pessoas que simpatizam com o PT pelo que fizemos em nossos governos, especialmente no âmbito federal.

Se não garantimos formação política para estas pessoas, elas se convertem num “exército eleitoral de reserva” das posições melhoristas, chapa branca, meramente governistas, dentro do PT. O antigo campo majoritário, que dirigiu o PT entre 1995 e 2005, estimulou a filiação em massa deste tipo de pessoa. E não proporcionou formação político-ideológica. Os herdeiros do campo majoritário deram prosseguimento a esta política. O resultado é o que estamos vendo neste PED: 806 mil habilitados a votar, parte dos quais tiveram sua cotização paga por terceiros, dos quais apenas uma minoria participou ou mesmo consegue acompanhar os debates ideológicos e estratégicos entre as chapas concorrentes. Enquanto a estratégia melhorista estava proporcionando resultados, este problema foi sendo contornado. Mas agora, quando o PT precisa dar um salto na sua estratégia e na sua conduta, este tipo de filiação em massa converteu-se num peso, num freio, num problema gravíssimo

3) Imagina que as correntes de esquerda têm ainda base interna pra reverter esse quadro? Qual papel de sua candidatura a presidente do partido?

Eu penso assim: ou o PT muda, ou a esquerda sofrerá uma enorme derrota histórica. Ou o PT muda, ou estes 34 anos, em particular os três mandatos presidenciais, ficarão para a história como um hiato progressista, numa história predominantemente conservadora.

Por isso, por não querer lamentar a oportunidade perdida, não acho que devamos abrir mão de disputar os rumos do PT, não acho que possamos entregar os pontos, não acho que tenhamos o direito de assistir a esterelização do caráter transformador do Partido. Acho, também, que a esquerda petista é muito maior do que nossas tendências, do que nossas chapas, do que nossas candidaturas, do que a votação que possamos receber no PED. Como disse antes, expressamos uma das “almas” do Partido.

 A minha candidatura a presidente do PT, assim como nossa chapa “A esperança é vermelha”, são parte desta batalha pelos rumos do PT. Outros participam desta batalha, alguns com posições à nossa esquerda, outros com posições mais ao centro, que em muitos casos se confundem com as posições estratégicas dos herdeiros do campo majoritário.

No caso específico da minha candidatura, sou porta-voz da defesa de que o PT mude de estratégia, adote outra tática para 2014 e faça profundas transformações em seu funcionamento e conduta.

4) O PT sofre ataques sem fim por parte de setores da velha mídia corporativa. Mas, por outro lado, a legenda não erra ao evitar o debate franco sobre o que se passou em 2005, durante o chamado Mensalão?

Em 2005, nós defendemos que o PT fizesse um debate completo sobre o ocorrido, fazendo o ajuste de contas e as punições internas que coubesse fazer. Dizíamos naquela época que, sem isso, nossa defesa pública sempre seria incompleta.

Naquele momento, predominou outra postura, entre outros motivos porque prevaleceu o argumento de que um ajuste de contas interno poderia produzir provas e prejudicar a defesa das pessoas envolvidas.
Acontece que a história mostrou que a direita não precisa de provas para produzir condenações, nem na justiça, nem na mídia oligopolizada, que conseguiu firmar na cabeça de grande número de pessoas a versão segundo a qual nosso partido é “tão corrupto quanto os demais”.

Esta versão é falsa, não corresponde ao que de fato ocorreu, nem leva em conta a luta de nossos governos contra a corrupção. O mais grave é que se não fizermos reforma política, se não acabarmos com o financiamento privado de campanhas eleitorais, se o PT continuar dependendo de doações empresariais para financiar grande parte de suas atividades cotidianas, o Partido vai degenerar.
É por este motivo que um dos pontos que temos defendido no PED é que o partido tem que voltar a autofinanciar-se. Se cada filiado petista contribuir com 5 reais ao mês, o Partido consegue sustentar seu funcionamento sem depender de doações empresariais, nem mesmo do fundo partidário. Isto terá um imenso efeito saneador sobre a vida interna do PT, fazendo personagens como o Cândido Vaccarezza perderem poder e influência.

5) Há quem veja muitas semelhanças entre a trajetória do PT e a de partidos como o PSOE espanhol e o SPD alemão. Eram legendas com forte inserção popular, base sindical, mas se transformaram em “máquinas eleitorais”. Esse é um caminho sem volta para o PT?

Eu quero que o PT ganhe eleições, que ganhe cada vez mais eleições. A questão é: com qual política? Para fazer o quê?
O problema principal do PSOE espanhol e do SPD alemão foi que, dos anos 1980 em diante, capitularam frente ao neoliberalismo.  Em geral, a capitulação da social-democracia foi tão grande que mesmo seu desempenho eleitoral vem declinando.

Com o PT ocorreu diferente: embora o grupo majoritário do PT tenha feito muitas concessões ao neoliberalismo, a capitulação que ocorreu por lá não ocorreu por aqui.  Por isso, enquanto a social-democracia européia perdia posições, o PT ascendia eleitoralmente.

Assim, eu acho que a social-democracia européia não é parâmetro para o que está ocorrendo conosco. Nem a de agora, submissa ao neoliberalismo, nem a do imediato pós-Segunda Guerra, pois se quisermos construir no Brasil algo parecido ao que foi o Estado de bem-estar dos anos 50 e 60 na Europa, precisaremos confrontar pesadamente o capitalismo realmente existente por aqui.

Isto porque o Brasil, ao contrário dos países europeus, não dispõe nem da ameaça soviética para amolecer as elites, nem do financiamento dos Estados Unidos, nem de uma periferia para explorar.

Eu acho que se quisermos buscar exemplos históricos para os riscos que o PT corre, não precisamos atravessar o Atlântico: basta olhar o que ocorreu com o comunismo e com o trabalhismo brasileiros, pré e pós-1964.

6) Quem é o inimigo principal em 2014: PSDB ou PSB? Como lidar com Eduardo e Marina? Parece que a comparação com os anos FHC não será mais suficiente para garantir vitória petistas. Qual deve ser o discurso central de Dilma?

O inimigo principal é o capital financeiro e seus aliados. Eles estão executando um movimento de pinça contra nós: por um lado, o PSDB, que pode vir de Aécio ou de Serra. Por outro lado, o PSB-Rede, que pode vir de Eduardo ou Marina.

O programa de todos eles é, no fundamental, o mesmo: crescimento com ampliação da desigualdade, redução da democracia e aprofundamento da dependência externa. Agora, do ponto de vista estritamente eleitoral, quem oferece mais perigo é a dupla Eduardo & Marina.

Aécio quer ser o pós-Lula. Eduardo & Marina vão tentar apresentar-se como o lulismo sem o petismo. Por isto, aliás, cabe a Lula uma parte importante do enfrentamento deles.

 Mas o que fará mesmo a diferença será convencermos o povo de que o segundo mandato Dilma será superior ao atual. Isto passa por outro programa, outro tipo de campanha e outro tipo de política de alianças. É isso, aliás, que temos defendido no PED.

Fonte: Escrevinhador

Quem vai comandar o Partido dos Trabalhadores?


O PT pode não ser o maior partido brasileiro (o PMDB comanda um número maior de prefeituras e tem, oficialmente, mais filiados), mas é certamente o mais importante. Contra ou a favor do partido (e do fantasma?) de Lula, organizou-se a política brasileira nos últimos 25 anos.

O PT “radical” dos anos 80 virou o partido das alianças amplas – tão amplas que há lugar até para Malufs na hora de ganhar eleição. O PT – que até 2005 tinha o apoio de setores organizados dos trabalhadores, e da classe média urbana – perdeu o respaldo desta última após o “mensalão”; mas ganhou o voto dos “descamisados” beneficiados com os programas sociais da era Lula.

Apesar de tantas mudanças, parte da imprensa brasileira – com seus colunistas e blogueiros aparvalhados – segue a enxergar no PT um fantasma esquerdista. Nos movimentos sociais, e entre setores da juventude, a crítica é oposta: o PT ficou moderado demais, virou partido da ordem. Quem tem razão?

No próximo domingo (10 de novembro), os petistas elegem centenas de dirigentes para cargos de direção: diretórios zonais, municipais, estaduais, direção nacional… O PT tem quase dois milhões de filiados. Mas menos de um milhão estão aptos a votar. No último processo interno (que no PT é chamado de PED), cerca de 500 mil petistas foram às urnas e deram maioria – na direção nacional – ao grupo comandado por Lula: a antiga “Articulação” (que depois virou “Campo Majoritário”) tem hoje também a presidência do partido, com Rui Falcão.

Ele é um dos seis candidatos que concorrem agora a presidente. Os outros são: Paulo Teixeira (deputado federal, ex-líder do PT na Câmara), Valter Pomar (secretário-geral do Foro de São Paulo), Renato Simões (deputado federal – SP), Markus Sokol (líder da tendência trotskista “O Trabalho”) e Serge Goulart (da tendência “Esquerda Marxista”).

Os cinco candidatos que desafiam Rui Falcão representam diferentes tendências do que – grosso modo – poderíamos chamar de “esquerda petista”. Nos bastidores, reclama-se de filiações em massa realizadas nos meses que antecederam ao PED – e que poderiam beneficiar principalmente a candidatura de Falcão. Também nos bastidores, estima-se que Rui Falcão possa ser reeleito com algo em torno de 60% dos votos (o cálculo leva em conta o arranjo de forças do PED anterior). O grande esforço dos outros cinco candidatos é levar a eleição para um segundo turno – que hoje é considerado pouco provável.

Abaixo, alguns números – fornecidos pela assessoria da presidência do partido:

  Números do PT (atualizados em 30/07/2013)

 - 1.646.971 filiados

- 60 mil dirigentes em todo o país

- 4.000 diretórios municipais organizados

- 1.000 comissões executivas municipais provisórias

- 05 governadores (Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia, Acre, Sergipe)

- 3 vice-governadores ( Amapá, Maranhão e Espírito Santo

- 12 senadores

- 89 deputados federais

- 149 deputados estaduais

- 635 prefeitos (4 capitais: São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio Branco (AC) e João Pessoa (PB).

- 604 vice-prefeitos (somente petistas em administrações de outros partidos)

- 5.191 vereadores eleitos em 2012

Por Rodrigo Viana

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Lideranças participam de encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Lideranças politicas, secretários, vereadores, prefeitos e ex-prefeitos de cidades vizinhas e algum populares estiveram presente em encontro realizado na casa do vice prefeito de Matureia, Apriginho.

O encontro que ocorreu dia 1 de outubro, teve a presença do candidato a deputado estadual, Dinaldinho, do deputado federal Damião Feliciano, o ex-prfeito de Teixeira Wenceslau Marques, do vereador Nenem de Vicente, do ex-vereador Vando Mané, do vereador Israel Alves, do ex-prefeito de Matureia Zé Pereira (possível candidato a prefeito nas eleições de 2016), e de outras lideranças.

Antes do encontro o candidato a deputado estadual, Dinaldinho, fez uma breve passagem na casa do ex-vereador vando onde a redação do Matureia1.com teve a oportunidade de conversar e surgiu pergunta pergunta sobre a possível candidatura de Cássio para Governador da PB. Dinaldinho disse que ainda não tem nada decidido, mas que ainda este ano será divulgado se Cássio será ou não candidatos a governador da PB nas eleições de 2014.

O encontro também contou com a presença do secretário de  Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Renato Feliciano.

Veja mais fotos do encontro

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Encontro em Matureia na casa do vice prefeito

Rafael Costta | Matureia1.com

Botafogo-PB vence Juventude e é o campeão Brasileiro de 2013 na série D

Botafogo-PB 2 x 0 Juventude, no Estádio Almeidão, final da Série D do Campeonato Brasileiro (Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)

Em um jogo emocionante e com o estádio Ameidão lotado, o Botafogo-PB venceu, neste domingo (3), o Juventude por um placar de 2 X 0 e conquistou o Campeonato Brasileiro, série D.

O clube paraibano entrou em campo buscando um resultado simples após ter marcado um gol da casa do adversário ter perdido por 2 X 1 em Porto Alegre. Para alegria da torcida botafoguense, o primeiro gol, que já garantiria a taça ao Belo, veio aos 21 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Mário.

Botando pressão para reverter o placar, o Juventude foi para cima do clube pessoense e, no final do segundo tempo, o atacante Rafael Aidar conseguiu marcar mais um gol  e sacramentou o título ao Botafogo.

A vítória do Botafogo enche de orgulho não só torcedor de João Pessoa, mas também os paraibanos, pois este é o primeiro título nacional conquistado por uma equipe do Estado.

Uma grande festa foi organizada no Busto de Tamandaré para os torcedores comemorarem o titulo inédito  conquistado pelo futebol paraibano. Após redeceberem suas medalhas, os jogadores,  de posse do troféu, fizeram uma volta olímpica no Estádio Almeidão e foram sauadados pela torcida. 

Após o apito final, alguns jogadores comentarram o resultado do jogo. 

“Essa é a união que fez a diferença”, disse o autor do gol da conquista, Rafael Aidar, agradecendo a participação por parte de todos que fazem o futebol paraibano e também a imprensa.

“Sempre confiante na gente e essa sintonia  deu certo e a gente foi campeão”, disse o atacante.

“Está de parabéns todo mundo. A imprensa e a torcida”, declarou o uruguaio Mário, autor do primeiro gol do jogo da segunda partida da grande final. 

“Essa torcida sempre acreditou na gente. Mesmo quando tínhamos um placar onde todo mundo achava que não iríamos reverter, acabamos virando com apoio do publico. É um conjunto e todo mundo está de parabéns”, afirmou o goleiro Remerson.

“A estrela voltou a brilhar e que nunca mais se apague”, disse o baiano Lenilson, afirmando que ao ser convidado para permanecer em João Pessoa na próxima temporada ele não pensou duas vezes.

“Eu falei que aqui é que eu sou feliz”, declarou o meia que já conquistou outros Brasileiros pelo São Paulo.

O técnico Marcelo Vilar também avaliou a trajetória do Belo e afirmou que apenas com resultados positivos poderia retribuir o apoio recebido na Capital paraibana

“Olhando para o Almeidão, quando chegamos aqui não tínhamos esse campo nem para treinar. A gente trabalhou muito. Contou com o apoio maciço da direção, do povo de João Pessoa de maneira geral e, a única forma que tínhamos para retribuir era trabalhando e obtendo resultados. O resultado veio e estou muito orgulhoso e muito feliz por retribuir todo esse carinho que tive do povo de João Pessoa com esses dois títulos de 2013”, argumentou.  

Roberto Targino 

com informações da CBN

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Justiça afasta Mesa Diretora da Assembleia de Alagoas

Sessão solene na Assembleia Legislativa de Alagoas com a preseça do ministro Ives Gandra Martins Filho (Foto: Michelle Farias/G1)

Decisão do juiz Alberto Jorge e outros sete magistrados das 17ª e 18ª Vara de Maceió afastou, na noite de ontem (31), toda a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas, presidida pelo deputado Fernando Toledo (PSDB). A decisão é em caráter liminar e atende pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que solicitou o afastamento dos deputados da direção da Casa para que as investigações que apuram supostos desvios milionários nas contas do Legislativo não sejam prejudicadas.

A decisão da Justiça acontece depois de denúncias feitas ao MPE pelo deputado João Henrique Caldas (JHC). Além disso, todos os membros da Mesa Diretora estão impedidos de votar ou serem votados em possível nova eleição para eleger outra Mesa da Casa de Tavares Bastos.

“Toda a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas foi afastada. É um processo cautelar que visa a garantir que a investigação feita pelo Ministério Público não seja prejudicada por qualquer motivo. Nenhum dos deputados afastados pode votar ou ser votado”, afirmou o juiz Alberto Jorge.

A decisão foi publicada no site do Tribunal de Justiça de Alagoas e é passível de recurso por parte dos deputados que integram a Mesa Diretora. Hoje (1) um oficial de justiça cumpre o mandado de expedição do afastamento na Assembleia Legislativa.

Quem assume a presidência da Casa de Tavares Bastos é a deputada Flávia Cavalcante (PMDB), filha do ex-prefeito de São Luís do Quitunde, Cícero Cavalcante, e do vereador por Maceió, Kelmann Vieira.

TNH1.

Último eclipse solar do ano acontece neste domingo e pode ser visto na Paraíba

O eclipse solar total é visto nesta quarta-feira (14), em Queensland, na Austrália. O processo de três horas em que a Lua bloqueia o Sol só é visível para quem está no norte do país

O último eclipse solar deste ano deve acontecer no próximo domingo, pela manhã. No Brasil, ele poderá ser visto em alguns estados do Norte e Nordeste, onde será apenas parcial — quando o Sol não é encoberto completamente.

O eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com a Terra e o Sol, impedindo a luz da estrela de atingir o planeta. O evento deste domingo será um eclipse híbrido, um tipo raro em que sua intensidade varia ao longo do percurso. Por causa da curvatura da Terra, algumas regiões do planeta estão mais próximas da Lua. Nesses locais, o eclipse vai ser total, e o satélite vai encobrir totalmente o Sol. Em outras regiões, que estão mais distantes do astro, o tamanho da Lua no céu é menor, e não é grande o suficiente para encobrir totalmente o Sol. Nesse caso, a luz da estrela deve escapar ao redor do satélite, formando uma espécie de anel — é o eclipse anular.

A América do Sul, no entanto, não estará no caminho do eclipse híbrido. A Lua só vai entrar totalmente na frente do Sol em um estreita faixa da superfície terrestre, que começa no meio do Oceano Atlântico, perto do sudoeste dos Estados Unidos, e se estende até alguns países africanos, como Congo, Gabão, Uganda e Etiópia.

No Brasil, o eclipse só poderá ser visto em sua forma parcial, na qual a Lua apenas tangencia o Sol, sem nunca entrar completamente debaixo de sua circunferência. O fenômeno só será visível em todos os estados da região Nordeste e alguns do Norte (Pará, Amapá, Roraima, e algumas regiões do Amazonas e do Tocantins), entre as nove e as onze horas da manhã, no horário de Brasília.

Fonte: Veja

Radialista é assassinado a tiros na PB; Polícia ainda sem pistas dos criminosos

O corpo do radialista Rômulo Laurentino de Sousa, 41 anos, dono do portal aroeirasonline será sepultado às 16h desta sexta-feira, 1º, no cemitério da cidade de Aroeiras. Ele foi assassinado na noite dessa quinta-feira, 31, no centro de Aroeiras, no Agreste paraibano. O profissional da imprensa foi morto na rua Olímpio Gomes.

Consta de relato da polícia que o radialista caminhava pela rua do mercado central de Aroeiras quando foi abordado por dois homens que perguntaram o nome dele e ao receber a informação de que se tratava de Rômulo Laurentino, um dos bandidos sacou de uma a arma e atirou contra ele e em seguida os dois fugiram.

A polícia investiga várias hipóteses e uma delas é sobre denúncias no Portal. Está descartada a hipótese de tentativa de assalto, pois nada foi levado pelos assassinos.
Desde o momento do assassinato, aconteceu por volta das 20h30 de ontem é grande a movimentação na cidade de Aroeiras, localizada a 177 km de João Pessoa.

Há três meses outro assassinato foi registrado em Aroeiras, no dia 28 de julho foi morto o jovem Marcio Cavalcante, mais conhecido como "Ruído", 33 anos de idade, filho de Mário Joaquim e Fátima Cavalcante.

O crime ocorreu na noite do dia 28, após Marcio ter discutido com seu assassino, nas proximidades de sua residência no sítios Uruçú. Alvejado com três perfurações de arma de fogo ele ainda foi socorrido por seu filho menor, mas não resistindo e vindo a falecer.

Wscom