Radio Planeta Rei

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Parcela repassada hoje dia 10/12 para a Prefeitura Municipal de Teixeira - PB



FPM - FUNDO DE PARTICIPACAO DOS MUNICIPIOS
DATA PARCELA VALOR DISTRIBUÍDO

10.12.2012 PARCELA DE IPI 87.029,42 C
PARCELA DE IR 358.713,82 C
RETENCAO PASEP 4.457,42 D
INSS - EMPRESA 105.682,17 D
INSS-JRS/MULTAS 7.401,31 D
INSS-PARC-ADM 44.489,11 D
DEDUCAO SAUDE 66.861,48 D
DEDUCAO FUNDEB 89.148,64 D
TOTAL: 127.703,11 C

TOTAIS PARCELA DE IPI 87.029,42 C
PARCELA DE IR 358.713,82 C
RETENCAO PASEP 4.457,42 D
INSS - EMPRESA 105.682,17 D
INSS-JRS/MULTAS 7.401,31 D
INSS-PARC-ADM 44.489,11 D
DEDUCAO SAUDE 66.861,48 D
DEDUCAO FUNDEB 89.148,64 D

DEBITO FUNDO 318.040,13 D
CREDITO FUNDO 445.743,24 C 

Thércio Rocha

Lula já vê Eduardo Campos como rival de Dilma



Político movido a intuição, Lula diz já não ter dúvidas quanto aos planos políticos de Eduardo Campos. Em privado, afirma que o governador de Pernambuco e presidente do PSB aparelha-se para disputar a Presidência da República em 2014. Não crê que o quase-ex-aliado vá vencer a eleição. Mas acha que a entrada dele no jogo torna a campanha reeleitoral de Dilma Rousseff mais complexa.

Por quê? Guiando-se pela lógica, Lula acha que Eduardo vai roubar votos de Dilma no Nordeste. Com isso, terminará beneficiando indiretamente o tucano Aécio Neves, um político que o eleitor nordestino mal conhece. Curiosamente, Eduardo deve a Lula, em grande medida, a boa avaliação do seu governo. Sob as presidências de Lula, Pernambuco recebeu verbas federais em profusão.

A cena atual tem um quê de paradoxal. Na sucessão de 2010, Eduardo ajudou Lula a enxugar o tabuleiro. Juntos, passaram no rodo a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB-CE). Agora, inverteram-se os papéis. Ciro defende a reeleição de Dilma. Com a maioria do partido do seu lado, Eduardo finge que não ouve.

Josias de Souza

domingo, 9 de dezembro de 2012

Engolindo com os olhos


De uma coisa não se pode acusar Dilma: de hipocrisia. É flagrante, é torrencial, é irreprimível o mal estar que a figura de Joaquim Barbosa provoca nela, como mostra a foto que o fotógrafo Gustavo Miranda, da Agência Globo, captou no velório de Oscar Niemeyer.

É o olhar de alguém que está oscilando entre o desprezo e o ódio, e que provavelmente se tenha visto na contingência de calar o que sente.

Que detalhes conhecerá Dilma das andanças de Barbosa por apoio político para ser nomeado para o STF? Ou será que ela não perdoa o que julga ser deslealdade e ingratidão de JB perante o homem a quem ambos devem o cargo, Lula?

Interessante examinar o rosto de JB no encontro. Ali está um sorriso de quem espera aprovação, compreensão, atenção – ou pelo menos um sorriso de volta, ainda que protocolar e falso.

Mas não.

O que ele recebe de volta é um olhar glacial, uma mensagem clara da baixa opinião de Dilma sobre ele. Parece estar acima das forças de Dilma fingir que não sente o que sente, ainda que por frações de segundo. A fotografia não vai para o álbum de lembranças de nenhum dos dois.

A franqueza por vezes desconcertante é uma característica de quem, como ela, não fez carreira na política. Fosse uma política, esta foto não existiria, não pelo menos deste jeito singular, e seria uma pena porque esta é uma das imagens que decerto marcarão a República sob Dilma, de um lado, e Barbosa, de outro.

Tião Lucena

Danuza Leão: Quem ama mata ou morre

Danuza Leão

O amor é maravilhoso, não é? É, responde o mundo em coro. Mas por que será que as pessoas mudam tanto quando apaixonadas? Os mais boêmios, que passavam as madrugadas contando histórias idiotas, mas muito divertidas, que tinham sempre uma opinião diferente e original sobre os assuntos do dia, tornam-se austeros -e a bem da verdade, bem menos interessantes.

O "affair" do diretor do FMI, por exemplo: qualquer homem, em companhia de seus íntimos, dirá que, se a camareira fosse gostosa, faria a mesma coisa. Única ressalva: negaria até o fim, mesmo diante da Suprema Corte. Mas, se estiver ao lado da namorada, vai dizer que esse tipo de procedimento é indigno e que um homem que se respeita não pode, jamais, fazer nada de parecido. Quanto a elas --bem, se eles são assim, por que elas seriam diferentes?

Num almoço só de mulheres, depois da segunda caipirinha, algumas serão suficientemente francas para dizer que adoram homens atrevidos e ousados. Mas ponha essas mesmas mulheres ao lado dos maridos e pasme diante do que elas vão dizer, dele e da pobre camareira.

Um homem ao lado da mulher que ama é outra pessoa, alguém que nem mesmo sua própria mãe é capaz de reconhecer; ele é capaz de dizer que não acha a menor graça em mulher alguma, que quem ama é fiel e que para ele só existem duas coisas que realmente importam: ela --em primeiro lugar-- e o time pelo qual torce.

Se você encontrar esse mesmo homem almoçando com três amigos no centro da cidade, traçando uma linguicinha com um chope, vai descobrir que se trata de outra pessoa, só pelo som das gargalhadas. E, se passar uma bela morena com as pernas de fora, será um belo festival de baixarias.

Se você tiver uma única e grande amiga e ela se apaixonar, fique sabendo que ficou sozinha no mundo. Fazer uma refeição com um casal apaixonado está acima das forças de qualquer ser humano não apaixonado, pois o mundo deles é diferente, e nele não há lugar para pessoas normais.

Quem ama se transforma em outra pessoa, com outros gostos e outras opiniões, capaz de roubar a aliança da própria mãe para passar um fim de semana no Caribe com o ser amado, isto é: torna-se uma pessoa indigna de nossa confiança.

Aquela mulher que, quando entrava na discoteca, começava a mexer o corpo, hoje em dia fica paralisada, surda e muda, talvez pelas lembranças que a música traz -ah, como são coerentes, as mulheres. Só que ele se apaixonou por ela exatamente quando ela mexia não só o corpo, como o gelo do copo de uísque com o dedo, e agora, quando olha para aquela mulher austera, não entende por que a vida era tão melhor.

Você já foi a um show de striptease com seu amado? Bem, quando o romance começou, ele brincava e atiçava seu ciúme com elogios às gostosas no palco; agora, quando vê uma mulher pelada numa revista, olha sério, sem uma só expressão no rosto, como se estivesse vendo um quadro num museu.
Ele virou um marido, tudo que você sempre quis, e por nada no mundo você faria um strip particular só para ele, como já fez; certas coisas não são para serem feitas com o marido.

Tente ir com ele a uma praia da Europa, daquelas em que as mulheres tiram muito naturalmente o sutiã para tomar sol. Nervoso ele vai ficar --ah, isso vai. Faça então uma experiência e diga que vai tirar o seu: um homem das cavernas vai surgir de dentro daquele que passava a mão nas suas pernas no carro, no meio do trânsito, com o ar mais sério do mundo.

Onde foi parar esse homem? Onde foi parar aquela mulher que vivia feliz e risonha, que não queria nada da vida a não ser ficar junto com ele, agarrada, apaixonada? Quem ama não mata? Mata, sim; ou mata o outro, ou mata a si próprio --e o fim dessa história a gente conhece.

sábado, 8 de dezembro de 2012

“Velha não estou e superada jamais”, diz prefeita reeleita de Araruna/PB

Wilma Maranhão prefeita reeleita de Araruna
Os destinos políticos da cidade de Araruna, no curimataú paraibano, a partir de 2013 serão administrados pela  Wilma Maranhão, ou melhor, continuarão sendo administrados já que a  Wilma foi reeleita no pleito passado de outubro. 

Na tarde da última quinta-feira (06), durante entrevista ao radialista Junior Campos da Rádio Talismã FM de Belém, por ocasião de sua diplomação, Wilma Maranhão soltou uma frase no mínimo emblemática, certamente em resposta a seus opositores: “velha não estou e superada jamais”, verbalizou a Prefeita em tom irônico.

O fato é que Wilma tornou-se peça fundamental na política de Araruna desde o ano de 1976 quando ganhou a sua primeira eleição como Prefeita daquele município. Nessa época as mulheres não tinham tanta ascensão política como atualmente.

De lá para cá, Wilma Maranhão passou a comandar pessoalmente o grupo político se tornando o principal expoente do ‘maranhismo” na cidade de Araruna. Nenhuma mulher na história da cidade teve tanto poder quanto  Wilma.

O poder de Wilma estrapolou as barreiras de Araruna e a passos largos chegou a toda a Paraíba. Quando seu irmão José Maranhão foi governador pela primeira vez, dizem que Wilma Maranhão dava as cartas de Cabedelo a Cajazeiras e não ousassem descumprir uma ordem da Doutora.
Família Maranhão: Zé, Wilma, Olenka e Benjamim
Voltando a Araruna,  depois de seu primeiro mandato que terminou em 1982, voltou a governar a cidade de 1989 à 1992, 2009 à 2012 e vai para um novo mandato que se estenderá até 2016.

Mas, o poderio se estendeu além dos mandatos que assumiu. Ela conseguiu eleger todos os seus apadrinhados políticos ao cargo de prefeito. Foi assim com Celeste Torres que recebeu seu apoio na eleição de 1982; outro que se elegeu com o apoio da Doutora foi Nivaldo Isidro na eleição de 1992; logo depois foi a eleição do filho o atual deputado federal Benjamim Maranhão em 1996 que se repetiu em 2000 quando o mesmo foi reeleito.

Em 2002, o então Prefeito Benjamim Maranhão renunciou ao mandato para concorrer ao cargo de Deputado Federal pelo PMDB com o apoio da Dra. Wilma, mas quem assumiu a Prefeitura foi uma aliada e prima de Wilma, a Dra. Maura Targino que concluiu o mandato até 2004.

No ano de 2004 ela  indicou o radialista Availdo Azevedo como seu candidato a Prefeito e venceu as eleições, que em 2008 abriu mão da reeleição para a própria Wilma.

Desde 1976 quando venceu a primeira eleição em Araruna, a  Wilma Maranhão nunca teve seu poderio político ameaçado, até que em 2010 o seu até então aliado, ex-prefeito Availdo resolveu romper com a prefeita. A partir daí após esses longos anos surgiu a possibilidade de defenestrar a doutora do poder ararunense.

Mas, como na busca pelo poder a vaidade pessoal pesa mais do que o interesse coletivo, a oposição se dividiu e lançou dois candidatos, favorecendo eleitoralmente a Prefeita que venceu a eleição.

Wilma Targino Maranhão, é viúva, tem 69 anos de idade, bacharel em Direito, graduada em contabilidade, já trabalhou como oficiala do registro civil, foi presidenta do Centro de Apoio da Criança e do Adolescente da Paraíba (CENDAC), e prefeita de Araruna por três mandatos eleita em 1976, 1988, 2008 e agora reeleita para o quarto mandato em 2012, recebendo mais uma vez a confiança do povo de Araruna nesta eleição.

Do Expresso PB

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Professor Djalma Batista é recebido em audiência pelo reitor da UFCG

Djalma Batista Guedes Junior
Professor Djalma Batista
O Professor Djalma Batista Guedes Júnior foi recebido em audiência,  na última terça-feira (04), pelo Magnífico Reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Thompson Fernandes Mariz.

Segundo Djalma Batista,  o encontro aconteceu no  gabinete do reitor e teve como objetivo discutir a instalação do Polo Universitário no município de Teixeira, cuja documentação já se encontra protocolada desde  2010 no Ministério da Educação em Brasília. 


Durante a conversa, o  reitor informou ao professor Djalma que uma equipe da universidade irá, nos próximos dias, elaborar um projeto que possibilite a substituição do polo universitário por um Instituto Federal de Educação para o nosso município. Thompson afirmou que além de Teixeira serão elaborados projetos semelhantes para as cidades  de Taperoá e São João do Rio de Peixe (terra natal do reitor).

O Reitor fez questão de salientar que a politica da presidenta Dilma Roussef está priorizando a instalação dos Institutos Federais da Educação nas pequenas cidades e, por conta disso, Teixeira tem grande possibilidade de ser contemplada com essa importante instituição de ensino. 

O professor Djalma saiu muito otimista da audiência. “A vantagem do Instituto Federal de Educação é que ele oferece tanto cursos técnicos como superiores e os alunos, egressos do referido estabelecimento de Ensino, saem bem preparados, sendo  absorvidos rapidamente pelo mercado de trabalho em seus diversos setores", declarou o ex-parlamentar.

Oscar Niemeyer morre aos 104 anos


Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu pouco antes das 22h desta quarta (5), aos 104 anos, no Rio. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, de sobrinhos e de netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto.

Niemeyer esteve lúcido até manhã de quarta, quando houve piora em seu quadro de infecção respiratória e ele precisou ser sedado e entubado.

O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. Na manhã desta quarta, o arquiteto sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o arquiteto teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.

VELÓRIO E ENTERRO

O corpo do arquiteto será velado no Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente Dilma Rousseff ofereceu o palácio, o que foi aceito pela família.

O corpo será levado na manhã desta quinta (6) para a capital federal e retorna no fim do dia ao Rio, onde acontecerá uma cerimônia restrita a família e amigos no Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da Prefeitura do Rio. Na manhã de sexta (7), o espaço deverá ser aberto ao público. O enterro ocorre na tarde de sexta, no cemitério São João Batista, também em Botafogo.

TRAJETÓRIA

Nascido no bairro de Laranjeiras, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.

Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros políticos. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, viajando constantemente à União Soviética --conjunto de países comunistas liderado pela Rússia-- e a Cuba.

Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.

Durante os anos 50, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.

Ao lado de Lúcio Costa, ajudou a dar forma à nova capital, concebendo edifícios como o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional.

Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.

Algumas obras nacionais de Oscar Niemeyer

O Congresso Nacional
Prédio da Estação Ciência, em João Pessoa (PB)
A Catedral Metropolitana de Brasília
Memorial da América Latina, em São Paulo
Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba

O Congresso Nacional

Impedido de trabalhar no Brasil pela ditadura militar, Niemeyer se mudou em 1966 para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.

Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado (1983-1987).

Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker --o Oscar da arquitetura. Depois dele, Paulo Mendes da Rocha recebeu a honraria, em 2006. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continuou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.

Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine --que todo ano constrói um anexo temporário.

Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha, construída durante três anos ao custo de R$ 100 milhões. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer. Em meados de 2012, no entanto, o centro foi reaberto.

Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do Estado, na Grande Belo Horizonte.

Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012.

Além de Vera, com quem se casou em 2006, Niemeyer deixa quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria --sua única filha, morta em junho deste ano aos 82--, fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.

Folha de São Paulo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conversando com Fernando Henrique Cardoso

Marcos Coimbra
É enternecedor o carinho de nossa grande imprensa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Sempre que o entrevistam, é uma conversa amena. Percebe-se a alegria dos jornalistas em estar na sua presença.

O tom é cordial, as perguntas são tranquilas. Tudo flui na camaradaria.

O que não chega a ser surpreendente. FHC é um boa prosa, que sabe agradar os interlocutores. Além de ser uma pessoa respeitável, seja pela trajetória de vida, seja por sua maturidade.

Natural que o tratem com consideração.

Estranho é constatar que a amabilidade com que é recebido não se estende a seu sucessor. A mesma imprensa que o compreende tão bem costuma ser intransigente com Lula. Para não dizer francamente hostil e deselegante.

Quem lê o que ela tem falado a respeito do petista nos últimos dias e o compara ao tratamento que recebe Fernando Henrique deve achar que um deixou a Presidência escorraçado e o outro sob aplauso. Que a população odeia Lula e adora o tucano.

Esta semana, tivemos mais um desses bate-papos. Saiu na Folha de São Paulo.

FHC discorreu sobre o Brasil e o mundo. Falou do PSDB, de Aécio e Serra. Meditou sobre o julgamento do mensalão com a sabedoria de quem o vê a prudente distância. Opinou sobre Dilma e Lula. Contou de sua vida particular, a família e os amores.

Foi uma longa conversa, sóbria e comedida - embora com toques de emoção.

Mas foi frustrante. Acabou sendo mais uma oportunidade perdida para ouvir FHC sobre algumas questões que permanecem sem resposta a respeito de seu governo.

É pena. Não está na moda “passar o Brasil a limpo”? “Mudar o Brasil”? “Ser firmes e intransigentes com a verdade”?

Ninguém deseja que Fernando Henrique seja destratado, hostilizado com perguntas aborrecidas e impertinentes. Que o agridam.

Um dia, no entanto, bem que alguém poderia pedir, com toda educação, que falasse.

Que contasse sua experiência como líder do governo Sarney no Congresso, quando viu (só viu?) mais de mil concessões de televisão e rádio fazer parte das negociações em troca de apoio parlamentar.

Que descrevesse o projeto do PSDB permanecer no poder por 20 anos e como seria posto em prática, quais as alianças e como seria azeitado (sem esquecer a distribuição, sem licitação, de quase 400 concessões de TVs educativas a políticos de sua base).

Que relembrasse os entendimentos de seu operador com o baixo clero da Câmara para aprovar a emenda da reeleição. Quanto usou de argumentos. E o que teve que fazer para que nenhuma CPI sobre o assunto fosse instalada.

Que apontasse os critérios que adotou para indicar integrantes dos tribunais superiores e nomear o Procurador-Geral da República. Que explicasse como atravessou 8 anos de relações com o Judiciário em céu de brigadeiro.

Que refletisse sobre o significado de seus principais assessores econômicos tornarem-se milionários imediatamente após sair do governo - coisa que, se acontecesse com um petista, seria razão para um terremoto.

Enfim, FHC poderia em muito ajudar os amigos. Esses que fingem ter nascido ontem e se dizem empenhados em “limpar” a política.

Bastaria que resolvesse falar com clareza.

No mínimo, diminuiria a taxa de hipocrisia no debate atual e reduziria o papo furado. O que é sempre bom.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

O Globo

Morre aos 116 anos Besse Cooper, considerada a mais velha do mundo

Besse Cooper, considerada a pessoa mais velha do mundo, morreu aos 116 anos nos EUA (Foto: AP Photo/David Goldman)

A americana Besse Cooper, considerada a pessoa mais velha do mundo pelo "Guinness World Records", morreu nesta terça-feira (4) em Monroe, estado da Geórgia, nos Estados Unidos, aos 116 anos de idade, informou a cadeia "CNN".

Nascida em 26 de agosto de 1896, Besse ganhou a chancela de pessoa mais idosa do mundo em janeiro de 2011.

Durante um breve período, a americana caiu para o segundo lugar da lista de mais longevos quando os funcionários do "Guinness" encontraram no Brasil a Maria Gomes Valentim, que era 48 dias mais velha que Besse -- no entanto, a brasileira morreu em junho de 2011, poucas semanas antes do seu 115º aniversário.

Quando questionada sobre o segredo de sua longevidade, Besse contou: "Só me preocupo com a minha vida e não como 'besteira'".

Besse nasceu no Tennessee e se mudou para a Geórgia durante a Primeira Guerra Mundial para trabalhar como professora. Pouco depois, em 1924, se casou. A americana deixa quatro filhos e mais de duas dúzias de netos, bisnetos e tataranetos.

Apenas oito pessoas já chegaram aos 116 anos, sendo a mais velha delas Jeanne Louise Calment, que morreu no sul da França em 1997, quando somava 122 anos.

G1

Pra desgosto da oposição...


Internautas que apostam na manutenção da aliança entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) fazem rodar nas redes sociais a foto acima, de Larissa Lima. Ela foi tirada em Campina Grande, quando da entrega de obras ao conjunto que leva o nome do pai do tucano, o poeta Ronaldo Cunha Lima. Somadas as cenas do aniversário do governador, a foto chateia lideranças da oposição que apostam no rompimento.

Luís Tôrres

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estudantes do sertão da Paraíba, conquistaram 10 medalhas na Olimpíada de Matemática…



 Assista a reportageml AQUI

No sertão da Paraíba, uma cidade de 11 mil habitantes está em clima de festa. Alunos de duas escolas públicas conquistaram dez medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática; cinco de ouro.

Na sala de aula, ela costuma ser chamada de bicho papão, pesadelo, "mais temida". Mas por lá, a matemática não passa de uma grande "brincadeira, só que brincamos com números”, diz uma menina. Paulista, alto sertão da Paraíba. A cidade de 11 mil habitantes começou a se destacar no ensino da matemática após uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas em 2005. De lá para cá, a cidade conquistou prêmios em todas as edições das olimpíadas. A principal responsável por isso é a professora Jonilda Alves.

Há dez anos, Jonilda encarou o desafio de multiplicar o interesse pelos números entre os alunos. Para fugir do comum, criou, por exemplo, a aula prática no mercadinho.

“A gente transformou farmácia e pizzaria em sala de aula, para que eles vivenciem a matemática, para que eles saibam a utilidade da matemática”, explica a professora.
“A matemática é uma coisa do cotidiano, está presente em quase tudo que nós vivemos”, diz a estudante Larissa Ferreira

Os alunos se entusiasmaram e passaram a se preparar para as olimpíadas nos horários de folga.

Às 20h, como em muitas cidades do interior, as pessoas aproveitam para passar tempo na praça. Namorar, brincar, bater um papo com os vizinhos. Mas não na casa da professora. Lá, é hora da terceira atividade do dia: aula de reforço.

Jonilda faz uma exigência: 100% de presença. O exemplo está em casa. Aluno + filho da professora = cobrança². A equação deu resultado: Wanderson Ferreira foi o primeiro paulistense a ganhar a medalha de ouro na olimpíada.

Repórter: Isso tudo é paixão mesmo pela matemática ou tem uma pressão da mãe?
Wanderson: É paixão.

Não tem um pouquinho de pressão?

Wanderson: Tem um pouquinho!
“O que vale mesmo é o aprendizado. São consequências, os treinos, as viagens, mas o que interessa é com o que ele fica e leva para o resto da vida”, conclui a mãe.

Depois de dois ouros nas últimas olimpíadas, Wanderson, filho da professora Jonilda, conquistou a prata, este ano.

Jornal Nacional

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Impacto de realidade na festa dos 70 anos de um ilustre teixeirense

Ambrósio Agrícola Nunes
A cidade de Teixeira - PB, a 320 km da capital João Pessoa, viveu um momento de glória, ou uma das maiores lições em 153 anos de sua Emancipação, não pelas bandejas cheias de petiscos, mesas fartas de variadas delícias, um maravilhoso bolo de aniversário, um jantar de cardápio e paladar extra, sem falar das mensagens e retórica de tirar emoções do fundo da alma, nas palavras do médico Souza Filho e do Juiz de Direito Inácio Jairo.

Registra-se o valor inexorável dos artistas que deram um tom emocionante, na espetacular Festa dos 70 anos do ilustre teixeirense, Ambrósio Agrícola Nunes. Uma comemoração em “alto nível“, no dia 03.11.2012, na casa de shows Olympu´s Hall, diante de uma ornamentação impecável e criativa, com notável exposição de fotos inéditas de figuras que marcaram a vida do magnífico poeta, o qual contou em sextilhas a sua trajetória traduzida ao estilo folclórico, de prosas e cousas do Teixeira de ontem e do hoje, numa simetria, melódica, estética e invejável. O cerimonial encheu olhos de lágrimas, numa intensa visão de esperança com um repertório musical de qualidade e declamações que coroou a noite e madrugada singelas, o que me fez despertar para este confiável e preciso artigo.

O aniversariante fez um testemunho vivo da grandeza de espírito e riqueza da sua memória sábia e fértil. A devoção cristã, fé e inteligência na interpretação do Hino da nossa Excelsa Padroeira Santa Maria Madalena revelaram o sentimento da dedicação à saudosa esposa de mesmo nome, Maria Madalena. Destaca-se a esplêndida presença de familiares e amigos do músico, compositor, coronel da briosa Polícia Militar, Secretário Municipal e de Estado, ex-prefeito interventor, Professor, ex-Promotor de Justiça e Juiz de Direito aposentado.

Ambrósio teve habilidade de: “se virar nos trinta”, para receber as palavras encantadoras de alegria traduzidas desde o palco, a cada apresentação dos participantes em abrilhantar a festa, assim como os comentários das pessoas que superlotavam o salão do Olympu´s Hall. Sem o menor risco de ninguém desviar o idealismo de capacidade dos filhos de Joaninha e Raimundo Nunes: Ambrósio, Adilson, Adeilson, Ailton, Adeildo, Admilson e Arlete, que já surpreenderam seus ideais de músicos e poetas, com mais o talento de galgar a inédita conquista do recorde dos cinco irmãos no cargo de Magistrados.

Um esperado e prazeroso momento histórico de inspirada convicção estava reservado na apresentação e lançamento do seu primeiro livro: Teixeira – Lembranças Refletidas, onde o poeta se debruça nos reflexos da memória, parte da sua história desde a infância aos dias atuais. Exterioriza a grandeza da paixão pela família e nossa Terra Querida. Mesmo que alguém ouse encontrar alguma imperfeição e exagero nos elogios e narrativa, não temo errar nas relevantes reverências de humildade e demasiada Justiça com quem é justo.

Enalteço a organização da festa, especialmente o acolhedor aniversariante, que participou efetivamente do início ao fim, com um realce de postura, elegância e fidalguia, na cobertura de Thadeu Filmagens. Cantou com brilhantismo a música que compôs para o seu filho: o Cavaquinho do Kaka. Um dedo de ouro no Cavaquinho, acompanhado de Valtinho do acordeom, Elpídio das sete cordas, Dr. Ronaldo Pandeirista e Adilson nas maracas. Os convidados curtiram a imensidão do orgulho e extrema vaidade de Ambrósio pelas honrosas presenças. Muitos profundamente tocados nas estrofes, como o meu tio, poeta Zé Marcelino, narrada na exposição de fotos, impressa e recontada no livro lançado.

Em conversa com vários presentes externávamos nossa compreensão plena da importância daquele evento, refletido no semblante e no brilho dos olhos de felicidade no ambiente. Ficou ali consagrado um dos maiores ícones do nosso tempo, não pela autoestima repassada desde seus exemplos da infância, mas por toda uma história de dificuldades para um filho de costureira e agricultores chegar a tantas realizações, que dispensa comentário individual. O histórico e sucesso de Ambrósio é um modelo para todos nós.

Foram observadas na plenitude da Festa dos 70 anos de Ambrósio, as presenças de Desembargador, Juízes, advogados, escritores, poetas, profissionais de todos os níveis, empresários, estudantes, etc., enfim valorosas pessoas que muito podem contribuir na transformação e implantação dos modos de princípios da legalidade e moralidade, não só como diz as profecias, mas a espiritualidade de ressuscitar obreiros de épocas de ouro, como Paulo Dantas, Serafim Pereira e Genivaldo Lira, bem como resgatar figuras de proa da lealdade e honestidade dos ex-líderes Zé Lira e Silveira Dantas. O ex-Deputado Valdecir deixa seu legado na política provinciana. Vamos resgatar os probos, doa a quem doer!

Posso desperdiçar a linha de análise neste espaço de tempo precioso, por me arriscar a possível encrenca com piratas da banda podre da política, mas quebro o protocolo ao dizer que não foi registrada a presença de nenhum político. Juquinha foi como músico e cantar canções inesquecíveis recordando Agamenon Rodrigues, Totinha e Djalminha representar os violonistas Solon e Djalma. Apesar de tantos conterrâneos vindos de Brasília, da capital João Pessoa, de cidades e Estados do País, realmente não se constatou um só político “pra remédio”. Com tantos escândalos de corrupção envolvendo a classe política e escalões da cúpula do Governo, é raro ter alguém na vida pública com as mãos limpas que sirva “pra fazer um chá”, que pode intoxicar ou engulhar como purgante.

Produzo este reconhecimento de infinita e clara perseverança de mudança cultural da atual e futura geração. Daí vem o Impacto de Realidade local, que precisa ser questionado neste trajeto de reflexões. Não quero me desviar da justa homenagem de lisonjear um ilustre teixeirense, mas é indispensável adentrar na realidade e provocar o debate. Mesmo trazendo a tona uma questão intrincada da dilacerada cultura do poder político local, responsável diretamente pelo atraso e estagnação da nossa Terra Teixeira, que têm valores e material humano capaz de abrir o diálogo otimista, conveniente e mais relevante.

É sabido que cultura é um conjunto de hábitos e não é fácil mudar os devastadores vícios de roubar. Entretanto, é prioridade discutir em amplo debate a transformação para encontrar os caminhos pela construção da inovação, principalmente nas práticas de gerir a Administração pública e a correta aplicação do Erário. Xô cicatrizes e trauma da corrupção.

Convoco os filhos ausentes a se juntarem aos homens de boa fé para salvar nossa Terra Querida da decadência e impunidade que tornam o poder político cada vez mais vulnerável. Queremos um Teixeira do futuro, não um município preparado como lugar de cadáveres, com políticos se promovendo em velórios e enterros, se não existe mais lugar no cemitério para sepultar. Cadê o “funéreo construimento” – Odorico Paraguaçu, em: O Bem Amado.

Ressalto o esforço missionário do atual prefeito, daqui para Brasília, na busca de convênios federais para carrear recursos e investimentos em ações de políticas públicas, visando o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida. Será que vacilou no complô asilado de traição que contribuiu para a derrota nas urnas, sem falar da somatória de pequenos erros que se tornam em grande erro, falta de pulso firme no controle das rédeas, complacência aos auxiliares nomeados e manipulados por adversário, falsos aliados? Parece o desastroso drama da “banalidade do mal” e a “solução final”. Súplicas Santo Expedito!

Na qualidade de escritor e pensador não quero nenhum mérito, apenas apresento munição para abrir o debate dessa nova abordagem. Diferentemente de quem defende o conceito de genocídio imposto pelos nazistas. Está aí a minha sugestão, expressa opinião, levante da ideologia e compaixão do destino incerto. Aposto no Direito! Compartilho o pensamento de alerta da desesperança e, simplesmente, reafirmo os pensamentos de muitos que desistem todos os dias. “Pelo Amor de Deus, me ajude aí!” – José Luís Datena.

O princípio da sagrada liberdade de expressão e acima de tudo o exercício extraordinário da força da palavra, da verdade, da Justiça, do civismo e da cidadania, me faz cobrar aos nossos patrícios que exerçam o papel de protagonistas do momento de transformação. Brilhem com sua magnitude. Afastem o individualismo e pensem no coletivo. Ninguém diga para o próximo: Não entendi o que estava acontecendo! “Meu Deus, o que é isso?”

Por: Matias Marcelino Campos, escritor e analista político

Fonte: Thércio Rocha

Nova Enquete:Quem você gostaria que fosse o Presidente da Câmara de Vereadores de Teixeira?

Como havíamos prometido, estamos voltando com a enquete sobre a eleição da próxima mesa diretora da Câmara Municipal. Os internautas terão a oportunidade de expressar a sua preferência respondendo a seguinte pergunta: Quem você gostaria que fosse o Presidente da Câmara de Vereadores de Teixeira?

A enquete será concluída no dia 13 de dezembro de 2012.

Convém esclarecer que esta enquete não se trata de pesquisa eleitoral, descrita no art. 33 da Lei nº 9.504/97, mas de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado. (Art. 21 da Resolução TSE nº 23.190, de 2009).

Participe!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Morre em São Paulo, aos 85 anos, o poeta Décio Pignatari


Décio Pignatari tinha 85 anos e estava internado desde a última sexta-feira. - ReproduçãoSÃO PAULO - Morreu na manhã deste domingo, 2, o poeta e ensaísta Décio Pignatari. Ele morreu às 9h no Hospital Universitário da USP (HU), de acordo com a assessoria de imprensa da instituição. Nascido em Jundiaí, em 20 de agosto 1927, Pignatari estava internado desde a última sexta-feira, 30. Ele tinha Alzheimer e morreu de insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa, como informou o HU.

Pignatari ficou conhecido na década de 1950 por sua participação no movimento concretista. Filho de imigrantes italianos, além de poeta e ensaísta, foi tradutor, romancista, publicitário e professor, contista, dramaturgo. Em 1949, publicou seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia. Lançou seu primeiro livro de poemas, Carrossel, em 1950, e, dois anos depois, começou a editar a revista-livro Noigandres, que levava o mesmo nome do grupo que fundou com os irmãos Augusto (1931) e Haroldo (1929 - 2003) de Campos, também poetas.

Pignatari se envolveu também com a teoria da comunicação: em 1969, foi um dos fundadores da Associação Internacional de Semiótica (AIS), e em 1975, da Associação Brasileira de Semiótica (ABS).

"Décio Pignatari foi um dos artistas mais revolucionários e um dos pensadores mais incisivos que o Brasil já teve", disse no Twitter o diretor da Casa das Rosas, Frederico Barbosa.

A informação sobre a morte do poeta circulou mais cedo nas redes sociais e foi confirmada às 19h30 pelo HU. Na Wikipedia, a página sobre o poeta foi atualizada no fim da tarde com a informação sobre a morte do poeta. Segundo a rádio CBN, o enterro acontecerá amanhã, no cemitério do Morumbi, às 12h.

O Estado de São Paulo

Água Mineral para beber e limpar banheiros em Flores


Enquanto algumas cidades sertanejas vivem o colapso no abastecimento de água com a maior seca das últimas três décadas que atinge o sertão Pernambucano, a cidade de Flores, na região do Pajeú vive uma realidade bem diferente.

Na sede do município, onde os moradores têm água mineral nas torneiras, o líquido precioso, que falta em outras cidades, é usado pra tudo, indo da importância de matar a sede até a descarga do banheiro. 

A água mineral em Flores foi conquistada ainda no ultimo Governo Arraes em Pernambuco com a perfuração pela Compesa dos chamados Poços profundos na bacia do distrito de Fátima. Informações Anchieta Santos.

Blog do Valmir Andrade

sábado, 1 de dezembro de 2012

MAURICIO DIAS NA CARTA: A OPOSIÇÃO EM DESESPERO


Acostumada a se regalar com o controle do poder no Brasil, a oposição conservadora vive horas, dias, semanas, meses e, para ser mais exato, dez anos de desespero. E ainda pode ficar sem perspectiva por mais seis se aos dois anos restantes do primeiro mandato de Dilma Rousseff se somem outros quatro, em caso de reeleição da presidenta.

Pesquisa do Ibope, realizada entre 8 e 12 de novembro, aponta a dimensão da dificuldade da oposição numa disputa com ela. Está marcada para perder nas condições de agora. Ressalve-se, é claro, uma hecatombe política ou econômica e, ainda, uma interferência inesperada como, por exemplo, a do “Sobrenatural de Almeida”, personagem das ­elu­cubrações ficcionais de Nelson Rodrigues, especialista em criar surpresas.

Caso a eleição fosse hoje, mostra o Ibope, Dilma esmagaria todos os potenciais ­adversários ainda no primeiro turno. Ela obteve 58% das intenções de voto, contra 11% de Marina Silva (sem partido), 9% de Aécio Neves (PSDB) e 2% de Eduardo Campos (PSB).

Pesquisa Ibope mostra um cenário de reeleição de Dilma

É curioso destacar o resultado da ­sondagem espontânea: Dilma foi lembrada por 26% dos eleitores e Lula vem logo após, com 19% das menções. José Serra teve 4% de citações e Marina Silva, 2%. Ambos beneficiados pelo recall da disputa de 2010. Aécio Neves foi citado espontaneamente por 3%.

Aécio e Campos, ressalve-se, são pouco ­conhecidos. Dilma, dois anos antes da vitória, em 2010, também não existia. Lula fez a diferença.

Tabela inédita da pesquisa Ibope mostra a tendência e a lógica da distribuição das intenções de voto por região. A presidenta Dilma cresceu em todas as regiões e, como já se sabia, alcançou melhor apoio do eleitorado do Sul do País do que Lula.

Marina tem bom desempenho na área dela: os rincões do Norte/Centro-Oeste, Aécio Neves desponta no Sudeste, onde mora e faz política, e Eduardo Campos, com base em Pernambuco, é melhor no Nordeste.

Tudo é possível a dois anos da disputa para a Presidência. A oposição percebeu, no entanto, que para construir uma candidatura ­viável para 2014 tem de começar agora. E o ambiente político reflete claramente a disputa pelo poder. Uma disputa não necessariamente tendo em vista a conquista de votos, já que a maioria do eleitorado não abandonou o PT, como se viu na eleição municipal.

Os petistas, em 2010, conseguiram quase 17,5 milhões de votos. Um número superado, por pouco, se somados os votos do PSDB (13,9 milhões) e DEM (4,5 milhões), os dois partidos que, organicamente, mais expressam a reação conservadora. Nessa conta, a grande diferença é que o PT cresceu quase 4,5%. Pouco em relação a 2008. No mesmo período, entretanto, o PSDB e o DEM encolheram. A queda dos tucanos foi pequena (4,18%), mas, a do DEM foi superior a 50%.

A oposição, desnorteada por isso e, principalmente, sem programa alternativo, tem dificuldade para encontrar um candidato. Esgotaram-se as opções paulistas. José Serra perdeu duas vezes. Uma vez perdeu Alckmin. O mineiro Aécio Neves se oferece. O pernambucano Eduardo Campos vacila.

Isso projeta o ciclo Lula-Dilma ao menos por mais quatro anos, se não for interrompido abruptamente. Isso porque o desespero, quando não leva ao suicídio, empurra o desesperado para o crime.

O futuro de Lula I

É muito mais que uma declaração distraída de João Santana, à Folha de S.Paulo de que Lula seria o melhor candidato ao governo de São Paulo, em 2014. Ele criou um fantasma para perturbar os sonhos da oposição.

Essa estrada que ele aponta foi aberta pelo paulista Rodrigues Alves. Após presidir o País (1902- -1906), voltou pela segunda vez ao governo estadual (1912).

Bem, o fato é que Rodrigues Alves cumpriu o tempo no governo paulista e disputou e ganhou de novo a Presidência da República.

O futuro de Lula II
Santana, experiente jornalista de política e competente profissional do marketing, já prevê a reeleição de Dilma em 2014. Além disso, projeta a possibilidade de Fernando Haddad disputar a Presidência em 2022, se fizer uma boa administração na prefeitura paulistana.

Maurício Dias/Carta Capital