Radio Planeta Rei

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lula: enfim, o alvo golpista que faltava

Mexeu com Lula, mexeu com o povão
Durante os sete anos de instrução do famoso processo Mensalão não foram poucas as vezes em que personagens de diferentes setores, sobretudo da Oposição e da Mídia, tentaram incluir e envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como envolvido no caso. Passaram – se os tempos, até mesmo o Ministério Público não o citou nem na primeira nem na segunda versão, mas agora Roberto Jefferson deixou-se superar pela maldade insaciável em nome de setores conservadores da sociedade – enlouquecidos para triturar Lula e seu significado.

Na sessão desta segunda-feira, o advogado Luiz Francisco Barbosa, que defende o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), disse com todas as letras que o ex-presidente Lula sabia da existência do Mensalão e , segundo ele, “inclusive ordenou ações ilícitas presentes na denúncia da Procuradoria Geral da República”.

“Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal escrutina", afirmou. “Deixaram o patrão fora. Deixaram não, o procurador-geral da República [Roberto Gurgel] deixou”, disse.

Ora, se os autos sequer anexam documentos materiais comprobatórios do envolvimento de outros nomes – a exceção do Caixa 2 do PT, como pode um profissional de larga experiência no mundo judicante estar a serviço de uma estratégia política de querer transformar o Mensalão em mote de campanha neste ano de disputa municipal?

Era isso, enfim, o que as alas mais conservadores intuíam e queriam constituir de alvo fundamental visando, sem êxito – vamos ver daqui em diante – manchar a vida ascendente e de resultados transformadores do ex-presidente somente, em nome de Jefferson, para atender aos anseios de inspiração golpista dessa gente conservadora.

Nos autos, repito, não há um único documento contra Lula, José Dirceu, etc, mas o objetivo claro era expor na grande mídia a tentativa de enlamear a trajetória vitoriosa de um ex-metalúrgico.

Mas, não brinquemos com coisa séria. Se é para brincar sem provas contra Lula, agora certamente a estratégia vai criar mais dificuldades ainda para condenar outros nomes arrolados no processo em face da mesma premissa: falta absoluta de provas materiais, até porque as que são produzidas por depoimentos – e nessas existem controversaria – como já decidiu o STF a dúvida favorece o réu, segundo decisão do Ministro Joaquim Barbosa.

Está tirada a máscara, mesmo com a avidez de setores da Midia, mostrando claramente agora que o alvo sempre foi aniquilar Lula e seu significado, algo que absolutamente a sociedade brasileira não admitirá.

Quem viver, verá.

Walter Santos/WSCOM

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fidel Castro completa hoje 86 anos



Nesta segunda-feira, dia 13 de agosto, Fidel Castro completa 86 anos. O líder revolucionário comemora o seu sexto aniversário longe da presidência de Cuba.

Durante quase meio século, Castro governou a ilha cubana, apesar do embargo econômico dos Estados Unidos, que causou um prejuízo superior a 100 bilhões de dólares para o país, segundo a ONU.

Foi no governo de Fidel Castro que Cuba alcançou altos índices de desenvolvimento humano com a menor taxa de mortalidade infantil das Américas, erradicação do analfabetismo e da desnutrição infantil.

Fidel, que entregou o cargo de presidente em 2006, foi substituído por seu irmão, Raúl Castro.

Nos últimos anos, Fidel se manteve com esporádicas aparições públicas, se dedicando a publicação de uma série de artigos intitulada “Reflexões”, que tratam de várias questões internacionais.

IAnotícia

domingo, 12 de agosto de 2012

Noblat livra Tóffoli de… Noblat


Se eu fosse jornalista e trabalhasse em um grande órgão de imprensa jamais faria o que o blogueiro da Globo Ricardo Noblat fez neste sábado ao transformar, publicamente, um ministro do Supremo Tribunal Federal em seu inimigo particular.

Antes que alguém ache que estou sugerindo que o jornalista não deveria ter brigado com o juiz porque pode ser retaliado por ele, esclareço que não quero dizer que o ataque público que aquele fez a este irá gerar retaliação.

Poderia, pois o jornalista fez acusação sem provas ao magistrado do STF. A sorte de Noblat, porém, é que não atacou outro juiz daquela Corte que tem por costume processar jornalistas que o criticam.

Segundo a imprensa, o ministro do Supremo Gilmar Mendes ligou para o senador do PSOL, Randolfe Rodrigues, que o criticou, e ameaçou dizendo-se “um homem de enfrentamentos”.  Até prova em contrário, esse não é o perfil de José Antônio Dias Tóffoli.

Antes de explicar a razão pela qual julgo que o blogueiro da Globo cometeu um erro que se voltará contra si, porém, reproduzo, abaixo, post dele em que “denuncia” Tóffoli por tê-lo xingado com palavrões.
Em primeiro lugar, colocar em um blog de grande visitação – por estar hospedado no portal da maior empresa de comunicação do país – termos como esses é um desrespeito ao leitor. Não precisava. Infelizmente, tenho que reproduzir para emoldurar a gravidade do caso.

Noblat confessa que espionou Tóffoli para saber o que dizia a seu respeito. Ou seja: mesmo se for verdade a versão do jornalista, ainda assim o que o magistrado teria dito foi em privado. Não disse essas coisas – se é que disse – publicamente.

Fico me perguntando se Noblat, em privado, usa termos de um lorde inglês ao se referir a seus desafetos. Você, leitor, já usou termos assim sobre alguém em conversa privada? Tófolli é ministro em sua intimidade?

Quem ouviu o que o juiz teria dito? O blogueiro global não diz.

Se não diz, provavelmente não considerou útil a informação. Se não considerou útil é porque não havia platéia, mas, provavelmente, só amigos ou familiares do alvo de sua espionagem confessa.

Mas a questão nem é essa. A questão é que, como jornalista de política, Noblat certamente terá que “cobrir” a atuação do ministro, até porque ele está na linha de frente de um dos fatos políticos mais importantes dos últimos anos.

Com o post que publicou, Noblat, por decisão pessoal, tornou-se inimigo público de Tóffoli. Que tipo de informação sobre ele o público pode esperar no futuro? Isenta? Certamente as pessoas se lembrarão de que o jornalista é inimigo do juiz.

A razão que o jornalista da Globo alega para o suposto acesso de fúria do juiz contra si é a campanha que moveu contra ele para que se declarasse impedido para julgar o mensalão. Noblat pegou no pé de Tóffoli e não largou mais por ele ter decidido julgar o caso.

Bem, agora o juiz se livrou do jornalista. Ou, ao menos, do peso de suas críticas. Toda vez que Noblat tocar no nome de Tóffoli as pessoas se lembrarão de que está aludindo a um inimigo e que, portanto, sua opinião ou acusação ou mero relato carecem de isenção.

Jornalista não deve se envolver pessoalmente com a notícia. O público quer notícia, não idiossincrasias. Ironicamente, Noblat quis impedir Tóffoli e acabou impedido. Ah, sei, a Globo não dá bola a tais “detalhes”… Ok, mas o público dá.

Resumo da ópera: Tóffoli está livre ao menos da credibilidade de Noblat em relação ao que vier a dizer sobre si.

Blog da Cidadania/Eduardo Guimarães

sábado, 11 de agosto de 2012

Ministro Dias Tóffoli agride com palavrões e baixarias o jornalista Ricardo Noblat

Ministro Dias Tóffoli


O ministro José Antônio Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, agrediu com palavrões, xingamentos e baixaria o jornalista Ricardo Noblat, de o Globo, durante uma festa em Brasília. ”Quero que ele se f…, é um fdp, chupa…”, disse Toffoli. O ataque de fúria do ministro, segundo Noblat, deve ter sido desatado por um comentário que fez recentemente sobre a participação dele no julgamento do mensalão. Confira o que escreveu Noblat em seu blog no Globo Online:

”Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros.

Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia.

Tóffoli referia-se a mim.

Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:

- Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.

Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante:

- Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.

Acrescentou:

- Em Marília não é assim.

Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967.
Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:

- Filho da puta, canalha.

Depois disse:

- O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.


Arrematou:

- Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica.


Jornaldamídia.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

IBOPE: Maranhão e Cícero lideram a disputa em João Pessoa


O Ibope divulgou, nesta sexta-feira (10), sua primeira pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de João Pessoa, neste ano.

A pesquisa foi encomendada pela TV Cabo Branco. José Maranhão (PMDB) e o senador Cícero Lucena (PSDB) lideram o levantamento.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:

José Maranhão (PMDB) - 27 %
Cícero Lucena (PSDB) - 26%
Luciano Cartaxo (PT) - 14%
Estelizabel Bezerra (PSB) - 9%
Lourdes Sarmento (PCO) -1%
Renan Palmeira (PSOL) -não pontuou
Antônio Radical (PSTU) - não pontuou

Branco/nulo - 12%
Não sabe/não respondeu - 10%

A pesquisa foi realizada entre os dias 07 a 09 de agosto de 2012. Foram entrevistadas 602 pessoas na cidade em João Pessoa. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), sob o protocolo 00039/ 2012.

Rejeição
O Ibope também perguntou aos entrevistados sobre o nível de rejeição aos candidatos a prefeito da cidade de João Pessoa.

O resultado estimulado e múltiplo desta pesquisa foi: 35% disseram que não votariam de jeito nenhum em José Maranhão (PMDB); 30% em Cícero Lucena (PSDB); 29% em Estelizabel Bezerra (PSB); 18% em Lourdes Sarmento (PCO); 18% em Luciano Cartaxo (PT); 16% em Antônio Radical (PSTU); 16% em Renan Palmeira (PSOL); 8% disseram que poderiam votar em todos; 11% não sabem ou não responderam.

Do Blog Polemica Paraíba com G1

Governo antecipa 13º dos aposentados para injetar R$ 11 bilhões na economia

A antecipação do pagamento de metade do valor do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai representar uma injeção extra de R$ 11,220 bilhões na economia nos meses de agosto e setembro. Os dados são do Ministério da Previdência Social, que informou ainda que serão contemplados com a antecipação de mais de 25,61 milhões benefícios em todo o Brasil.

O decreto autorizando o pagamento antecipado desse benefício foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (8) e a parcela virá com a folha de pagamento de agosto, que será paga entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro. 

Nessa primeira parcela do 13º, não haverá desconto do Imposto de Renda, o que, pela legislação, só é cobrado em dezembro, quando é feito o pagamento da segunda parcela da gratificação.

Essa é a sexta vez que a Previdência antecipa o pagamento da parcela do 13º. A primeira foi em 2006, resultado de acordo firmado entre governo e entidades representativas de aposentados e pensionistas, que estabelecia que a antecipação seria feita até 2010. No entanto, o governo atendeu a uma reivindicação dos aposentados e manteve o pagamento antecipado neste ano, colaborando, segundo a Previdência, para "o aquecimento da economia".

O Ministério da Previdência explicou que, por lei, não têm direito ao 13º salário e, portanto, não receberão a antecipação, os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

R7

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Concurso da Prefeitura Municipal de de Teixeira é adiado mais uma vez

O Concurso da Prefeitura Municipal de Teixeira, que estava marcado para se realizar no próximo domingo, dia 12 agosto de 2012,  foi adiado mais uma vez. 

Confira, abaixo, o  o Edital de Retificação Nº 005-2012, que trata do adiamento da data das provas objetivas.

ESTADO DA PARAÍBA
PREFEITURA MUNICIPAL DE TEIXEIRA
Gabinete do Prefeito
CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS/ EDITAL 001/2012
EDITAL DE RETIFICAÇÃO Nº 005−2012 – ADIAMENTO DA DATA DAS PROVAS OBJETIVAS

A PREFEITURA MUNICIPAL DE TEIXEIRA-PB E A EDUCA ASSESSORIA
EDUCACIONAL – LTDA, no uso das atribuições que lhe são conferidas por Lei e ainda para cumprimento do que preconiza o artigo 37, incisos I e II da Constituição Federal, resolve:

1. RETIFICAR o Edital n°. 001/2012, de 02 de abril de 2012, publicado no Diário Oficial do Município e do Estado da Paraíba e em atendimento aos princípios constitucionais da administração pública com ênfase na legalidade dos atos administrativos da gestão municipal e em virtude da necessidade de serem efetuadas revisão de preceitos legais da Legislação Municipal dos Servidores Públicos de Teixeira-PB, bem como correções de natureza técnica e administrativa da base legal municipal, tornar público o adiamento das Provas Objetivas do Concurso Público destinado aselecionar candidatos para o provimento efetivo de 64 (sessenta e quatro ) vagas de seu quadropermanente de pessoal e 02(duas) vagas para Cadastro de Reserva.

1.1. O presente Certame continuará regido pelo Edital n°. 001/2012, de 02 de abril de 2012, sofrendo alterações apenas no item da data de realização das provas Objetivas.

1.2. A nova data de realização das Provas objetivas será divulgada oportunamente, logo que sejam efetuadas as correções da legislação do Município de Teixeira_PB, comunicaremos aos candidatos com antecedência as novas datas de realização das provas através do site da empresa WWW.educapb.com.br., no Diário Oficial da Prefeitura e do Estado da Paraíba e no quadro de aviso da Prefeitura Municipal de Teixeira-PB.

Gabinete do Prefeito, em 07 de agosto 2012
Wenceslau Souza Marques
Prefeito Constitucional
Comissão do Concurso

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Deputados rejeitam empréstimo da Cagepa e devolvem texto ao governo



Os deputados estaduais rejeitaram por 17 a 19 o pedido de empréstimo de R$ 150 milhões feito pelo governo do estado à Cagepa na Assembleia Legislativa da Paraíba. Durante sessão tumultuada nesta quarta-feira (08), a oposição conseguiu rejeitar o projeto que previa auxílio financeiro à empresa 

O Projeto de Lei 992/2012 foi arquivado na Assembleia e encaminhado para reformulação ao Executivo.

Entre os deputados que votaram com o governo estão: Antônio Mineral, Doda de Tião, Domiciano Cabral, Edmilson Soares, Eva Gouveia, Genival Matias, Gilma Germano, Hervázio Bezerra, João Gonçalves, João Henrique, José Adelmir, Jutahy Meneses, Léa Toscano, Lindolfo Pires, Mikika Leitão, Quintas, Tião Gomes, Toinho do Sopão, Wilson Braga.

Da oposição, votaram contra André Gadelha, Arnaldo Monteiro, Daniella Ribeiro, Frei Anastácio, Guilherme Almeida, Luciano Cartaxo, Márcio Roberto, Raniery Paulino, Trócolli Júnior, Vituriano de Abreu, Olenka Maranhão, Francisca Motta. “Esse projeto do governo é uma aberração e tinha que voltar porque é muito ruim”, comemorou o deputado Anísio Maia.

Houve muita troca de farpas durante toda a sessão e o deputado Lindolfo Pires chegou a questionar o quórum, que seria qualificado, ou seja, com votos da maioria, e não dos 22 como foi exigido pela Casa. “Se quiser, o governo pode recorrer ao que a legislação nos permite”, garantiu.

Parlamento pb

Estela abre fogo contra Nanicos: "Alguém está na folha de alguém"


Em entrevista concedida ontem à noite ao Padre Albeni, no programa Bastidores, da TV Master, a candidata do PSB à prefeitura de João Pessoa fez duras críticas a seus adversários na corrida eleitoral. Além de Cícero Lucena e José Maranhão, os candidatos de siglas de esquerda como PSOL, PCO e PSTU também foram citados por causa da postura que têm adotado contra a jornalista do PSB.

O contra-ataque de Estela começou com o tucano Cícero Lucena:

- Todos estão contra mim, mas eu respondo à altura. O candidato do PSDB responde a mais de 33 processos, mas isso não sou eu que digo. Ele foi preso pela Polícia Federal e não ganhou nenhum processo. Ele tem contas reprovadas no Tribunal de Contas da União, também tem contas reprovadas da última campanha que ele fez, tem problemas de gestão e desvio em convênios, obras paradas e não terminadas como o Canal do Bessa e no Alto do Mateus. Dá um volume de R$ 92 milhões. Isso seria suficiente para fazer escolas, pavimentação, infraestrutura. Um gestor não pode ter 33 processos e ser inocente em todos. Seria uma perseguição da Justiça contra ele!

A respeito de José Maranhão, do PMDB, a candidata negou que o tenha considerado "velho" e o comparou ao postulante do PT, Luciano Cartaxo, considerado "retrógrado":

- O que eu falei não pode ser distorcido. Ele está na política há 55 anos e deu sua contribuição. A vida pública tem um ciclo e ela se encerra. As pessoas idosas têm um papel muito importante na sociedade, mas a mente ultrapassada não tem a ver com idade. Tem gente que é mais jovem, como o candidato do PT, e tem uma mente atrasada, visão e postura retrógrada. Não é a idade que representa a visão curta. Mas, Maranhão foi reprovado nas duas últimas eleições. Está claro que o ciclo de contribuição política dele está se encerrando. Eu disse isso em reação a ataques que ele me fez no debate. 

Mais, a candidata ainda reservaria mais alfinetadas a Cartaxo:

- Sobre o candidato do PT, ele até bem pouco tempo atacava  prefeito Agra e no debate me perguntou sobre coerência. Ele se posicionou contra o Shopping de Mangabeira, que vai gerar 5 mil empregos diretos e indiretos e mostra que a disputa político-partidária é superior ao interesse da população. Tem mais: ele acusou seu próprio vice de ter feito uso de recursos públicos para pagar a campanha dos outdoors. Mas, a pior coisa é se apropriar de um trabalho que ele não fez. Eu fui assertiva ao chamá-lo de cara de pau. Quem se apropria do trabalho dos outros é cara de pau. Quem se apropria do trabalho alheio, se apropria de qualquer coisa.

Finalmente, ela também apontou "suspeição" no comportamento de Lourdes Sarmento (PCO), Antônio Radical (PSTU) e Renan Palmeira (PSTU), que têm contestado veementemente as propostas da socialista nos debates:

- Acho que alguém deve estar na folha de alguém. Isso não é gratuito!

Parlamento pb

Brasil faz 3 a 0 na Coreia do Sul e garante vaga na final


Fernando Dantas/Gazeta Press

A Seleção Brasileira se classificou para sua terceira final olímpica na tarde desta terça-feira. Depois de vencer a Coreia do Sul por 3 a 0 no Estádio Old Trafford, o time comandado por Mano Menezes enfrentará o México em mais uma tentativa de conquistar o ouro inédito após 24 anos de espera.

Ainda que não conte com jogadores em times de ponta da Europa, a Coreia do Sul chegou a endurecer no começo da partida, mas perdeu terreno após sofrer um gol de Rômulo ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar, Leandro Damião fez mais dois para fechar o placar e assumir a artilharia do torneio com seis tentos.

O Brasil não disputa uma final dos Jogos Olímpicos desde a edição realizada em Seul-1988, quando o time que contava com Bebeto e Romário perdeu da União Soviética. Derrotada pela França na decisão de Los Angeles-1984, a Seleção ainda ganhou o bronze em Atlanta-1996 e Pequim-2008.

Em seu primeiro jogo na cidade de Londres, o Brasil decide o título diante dos mexicanos às 11 horas (de Brasília) do próximo sábado, em Wembley. Às 15h45 do dia anterior, os sul-coreanos enfrentam o Japão pelo bronze com a meta de escapar dos dois anos de serviço militar obrigatório, prêmio aos atletas do país que ganham medalhas olímpicas.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Gazeta Esportiva

Vai esquentar: Cássio revela que estará no guia de Cícero Lucena

As eleições prometem esquentar a cada passo que se aproxima o pleito. Dessa vez, na noite desta segunda-feira (6), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) conversou com a repórter Nelma Figueiredo da TV Correio e revelou que participará da gravação do guia eleitoral do pré-candidato Cícero Lucena.

“Meu partido tem candidato próprio, por isso apoio Cícero Lucena e quando o guia começar vou participar estando no guia eleitoral de Cícero”, confirmou Cássio.

A declaração foi dada durante a missa de 30º dia de morte de Ronaldo Cunha Lima na comunidade Mana, no bairro do Miramar em João Pessoa.

Ele ainda afirmou que vai acompanhar mais de perto as eleições de Campina Grande, mas visitará algumas cidades a pedido de correligionários.

“Como em anos anteriores vou acompanhar em especial a cidade de Campina Grande, mas visitarei algumas cidades a pedido de correligionários”, concluiu o senador.

Potal Mídia

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Opinião/Arapuan: pesquisa aponta Cícero e Maranhão em empate técnico; Cartaxo tem 16,1% e Estela 9,5%

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Pesquisa encomendada pelo Sistema Arapuan ao instituto Opinião – Pesquisas Sociais Litda, realizada após o debate do dia 30 de julho aponta que o senador Cícero Lucena (PSDB) e o ex-governador José Maranhão (PMDB) estão empatados tecnicamente. Cícero tem 23,5% e Maranhão 21,5. Enquanto isso o deputado Luciano Cartaxo (PT) desponta com 16,1% e Estela Bezerra (PSB) tem 9.5%.

Já entre os candidatos mais a esquerda quem se sai melhor, mas ainda bem distante da quarta colocada, é a candidata do PCO, Lourdes Sarmento, que chega a 1,5%. Antônio Radical (PSTU) aparece com 0,5 e Renan Palmeira (PSOL) chega a 0,2%. Os eleitores responderam a pergunta estimulada se as eleições para prefeito de João Pessoa fossem hoje e os candidatos fossem todos esses, em quem votariam? Brancos e nulos chegaram a 11%. Os indecisos foram 16,5%.

Quando a pesquisa não era estimulada, isto é, não era apresentado para o eleitor os nomes dos candidatos, o cenário não foi muito diferente.
Respondendo a pergunta: Se a eleição fosse hoje, em quem votaria para prefeito de João Pessoa? 14,7% apontaram Cícero Lucena, 13,6% José Maranhão, 10,3% Luciano Cartaxo e 6,2% Estela Bezerra.

Depois foram citados os nomes de Lourdes Sarmento (PCO), com 0,3% e Antônio Radical (PSTU), com 0,1%. O candidato do PSOL, Renan Palmeira não foi citado. Disseram que votariam branco ou nulo 7,4%. Os indecisos chegam a 46,1%.

A pesquisa foi feita com 882 pessoas, nos dias 31 de julho a 01 de agosto com eleitores de 16 anos ou mais na cidade de João Pessoa, nos seguintes bairros: Altiplano Cabo Branco, Alto do Céu, Alto do Mateus, Bancários, Bessa, Brisamar, Cabo Branco, Castelo Branco, Centro, Cidade dos Colibris, Costa e Silva, Cristo Redentor, Cruz das Armas, Ernani Sátiro, Ernesto Geisel, Estados, Expedicionários, Funcionários, Ilha do Bispo, Ipês, Jaguaribe, Jardim Cidade Universitária, Jardim Oceania, Jardim Veneza, João Agripino, João Paulo II, José Américo, Manaíra, Mandacarú, Mangabeira, Miramar, Oitizeiro, Padre Zé, Roger, Tambaú, Tambauzinho, Torre, Treze de Maio, Valentina e Varjão.

O intervalo de confiança e margem de erro estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A pesquisa foi registrada no TRE sob o protocolo PB-00034/2012.

Paulo Dantas/Paraiba.com.br

domingo, 5 de agosto de 2012

Mensalão: Semana dedicada às defesas dos réus


Agência Brasil (Brasília) – A partir desta semana o julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), entra na fase de defesa dos réus. Cada advogado terá uma hora para apresentar argumentos a favor de seus clientes. Na segunda (6), apresentam suas defesas os advogados de José Dirceu, ex-ministro e ex-deputado, de José Genoíno, atualmente assessor do Ministério da Defesa, de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB (empresa de publicidade).

Dirceu será defendido por José Luis Oliveira Lima, Genoino por Luiz Fernando Pacheco, Delúbio por Arnaldo Malheiros Filho, Marcos Valério e Simone por Marcelo Leonardo. No dia 3, o advogado Marcelo Leonardo tentou dobrar o tempo para a defesa, alegando que Valério foi citado 197 vezes na acusação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Mas o pedido foi negado pelo presidente da Suprema Corte, Carlos Ayres Britto.

A previsão é concluir o julgamento até o final deste mês. O esforço dos ministros da Suprema Corte é para que o processo seja julgado pelos 11 ministros, pois em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura. Os advogados deverão apresentar seus argumentos até meados do mês.

No dia 3, Gurgel concluiu a sustentação oral pedindo a condenação de 36 dos 38 réus. O ex-ministro da Comunicação Social da Presidência da República Luiz Gushiken e o assessor do PL (atual PR) Antonio Lamas foram excluídos da condenação por falta de provas.

O procurador fez uma análise sobre o processo do mensalão e sobre os ataques que vêm sofrendo devido à atuação no processo. “[A justa aplicação das penas será um] paradigma histórico para o Judiciário brasileiro e para toda a sociedade para que atos de corrupção – essa mazela desgraçada e insistente no Brasil – sejam tratados com o rigor necessário”, disse ele.

Gurgel disse que recebeu ameaças de pessoas interessadas em constranger e intimidar o Ministério Público Federal. “Esse comportamento é intolerável e inútil, pois, no MPF, somos insuscetíveis de intimidação”, disse. A exposição de Gurgel foi dividida em duas partes. Na primeira, ele apresentou os réus e, na segunda, detalhou as “situações criminosas” em que cada um deles se envolveu.

Para cada situação, Gurgel apontou um crime. Os delitos citados na denúncia, variando conforme o réu, são formação de quadrilha (um a três anos de prisão), corrupção ativa e passiva (dois a 12 anos cada), peculato (dois a 12 anos), evasão de divisas (dois a seis anos), gestão fraudulenta de instituição financeira (três a 12 anos) e lavagem de dinheiro (três a dez anos). Alguns crimes, segundo o procurador, foram cometidos várias vezes e, por isso, alguns réus respondem a dezenas de acusações.

Silêncio, o réu vai falar

Suzana Singer
Por Suzana Singer



Como bem definiu Janio de Freitas, chegam a ser "comoventes" os poucos trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio na cobertura do julgamento do mensalão.
Mesmo quem prometeu "apenas os fatos" apresentou o julgamento com o viés de que o único desfecho bom para a democracia é a condenação exemplar dos réus.

O escândalo do mensalão nasceu na imprensa -mais precisamente na entrevista de Roberto Jefferson à Folha em 2005- e foi alimentado por ela ao longo dos anos. Foi um admirável trabalho jornalístico que expôs as entranhas do PT no poder.

Graças à pressão da mídia, o julgamento, que demorou sete anos, não foi adiado. Só que agora, quando as teses do procurador-geral da República e dos advogados de defesa serão confrontadas, a neutralidade deve ser um mantra.

A Folha vem tentando manter a isenção. Mesmo assim, na capa do caderno especial de domingo passado, definiu o mensalão como "o maior escândalo de corrupção da história recente do país", o que, além de ser um juízo de valor, é bastante questionável. O Collorgate não foi um episódio mais grave?

Nesse mesmo dia, uma reportagem em "Poder" pretendia revelar a articulação dos políticos envolvidos quando estourou o caso. O título já dizia tudo: "A Invenção do Caixa Dois". Era a Folha dando um veredicto: um dos argumentos da defesa, o de que o dinheiro movimentado era sobra de campanha eleitoral que seria usada para quitar dívidas, não passa de uma armação.

Outro exemplo de mão pesada foi a reportagem de sexta-feira sobre o ministro José Antonio Dias Toffoli, pressionado a se declarar impedido. Começava assim: "Ex-advogado do PT, ex-assessor de um dos réus do mensalão e namorado de uma advogada que atuou no processo, o ministro do STF Dias Toffoli decidiu participar do julgamento".

O jornal só tem a ganhar se deixar o noticiário fora da torcida pela condenação. O desafio agora é encontrar formas de tornar atraente e compreensível um processo longo, monótono e truncado.

Todo o mundo reconhece a importância do julgamento do mensalão, mas não é fácil manter o leitor interessado, semanas a fio, no que acontece em uma sala lotada de togados discutindo em um dialeto estranho.

Traduzir, interpretar, revelar bastidores, eleger com imparcialidade o mais importante, é o papel da reportagem, especialmente nos próximos dias, quando os advogados de defesa começarão a falar. Vamos ouvir o que os réus têm a dizer.


Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. No jornal desde 1987, foi Secretária de Redação na área de edição, diretora de Revistas e editora de "Cotidiano". Escreve aos domingos na versão impressa.

sábado, 4 de agosto de 2012

Lula, 69%; Dilma, 59%: é a cena eleitoral de 2014

Lula, 69%; Dilma, 59%: é a cena eleitoral de 2014

EX-PRESIDENTE VENCERIA DISPARADO O SENADOR AÉCIO NEVES (11,9%) E O GOVERNADOR DE PERNAMBUCO, EDUARDO CAMPOS (3,2%); JÁ COM A PRESIDENTE NA DISPUTA, AS ELEIÇÕES SERIAM VENCIDAS POR DILMA, COM 14,8% DOS VOTOS PARA O TUCANO E 6,5% PARA O SOCIALISTA; SEGUNDO PESQUISA DA CNT, 56,6% DOS ENTREVISTADOS AVALIAM POSITIVAMENTE O ATUAL GOVERNO

CNT – A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta sexta-feira 3 o resultado da rodada nº 112 da Pesquisa CNT de Opinião. Entre os principais itens avaliados, a pesquisa simulou dois cenários para as eleições presidenciais de 2014. No primeiro, Lula aparece com 69,8% das intenções de voto, o senador Aécio Neves com 11,9% e governador pernambucano, Eduardo Campos, com 3,2%. No segundo quadro, com Dilma no lugar de Lula, a atual presidente lidera com 59%, Aécio Neves com 14,8% e Eduardo Campos com 6,5%.


Entre 18 e 22 de julho, duas mil pessoas foram entrevistadas, nas cinco regiões do país, e também responderam a questionamentos sobre temas como saúde, emprego e educação; avaliação do governo Dilma Rousseff; e itens como poder de compra, expectativas sobre os rumos da economia e reformas prioritárias a serem feitas pelo governo.


De acordo com a pesquisa, 56,6% dos entrevistados avaliam positivamente o governo Dilma Rousseff. Em agosto de 2011, data do último levantamento da CNT, o número era 49,2%. A avaliação negativa caiu de 9,3% para 7%. O desempenho pessoal da presidente foi aprovado por 75,7% dos consultados, enquanto 17,3% desaprovam.


Sobre a comparação do atual governo com o do ex-presidente Lula, aumentou o percentual dos que acreditam que a gestão de Dilma Rousseff está melhor - 11,5% para 15,9% - e diminuiu de 45,4% para 34,6% os que consideram o governo pior. Para 48,2% dos entrevistados, as duas gestões estão no mesmo patamar.


Em relação à crise econômica mundial, 38,4% dos entrevistados revelaram preocupação e deixaram de comprar, enquanto 60,8% não diminuíram o ritmo de consumo. Os principais desejos de consumo dos brasileiros são a casa própria (57%), carro novo (17,9%), móveis e eletrodomésticos (8,2%), viagem internacional (7,4%) e televisão moderna (1,9%).


Goiás 247

Serra e Russomanno ficam em empate técnico, com 26% e 25%; Haddad tem 6%

Tucano cai 5 pontos e ex-deputado sobe 9 após início da campanha; petista está em pelotão com Soninha, Chalita e Paulinho


A primeira pesquisa Ibope/TV Globo/Estado desde o início oficial da campanha pela Prefeitura de São Paulo mostra José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) em situação de empate técnico, com 26% e 25% das intenções de voto.

Fernando Haddad, do PT, aparece com 6%, um índice ainda distante do desempenho histórico dos candidatos do partido na cidade. O ex-ministro está embolado com outros três adversários: Soninha Francine (PPS), com 7%, Gabriel Chalita (PMDB) e Paulinho da Força (PDT), ambos com 5%.

A pesquisa consolida Russomanno como candidato a zebra da eleição. Desde o início de maio, data da pesquisa anterior do Ibope, ele cresceu nove pontos porcentuais – tinha 16%. Em algumas áreas da cidade, ele lidera a corrida eleitoral.

Já Serra, que tinha 31% no Ibope de maio, caiu cinco pontos porcentuais desde então. Ele aparece pela primeira vez abaixo do patamar de 30% – taxa que havia obtido na pesquisa Datafolha feita nos dias 19 e 20 de julho.

Outro ponto preocupante para o tucano é o índice de rejeição, o mais alto entre os candidatos: 34% dos entrevistados afirmam que não votariam em Serra de jeito nenhum. Em maio, essa taxa era praticamente a mesma (35%), mas o ex-governador estava empatado tecnicamente com o vereador Netinho de Paula (PC do B, rejeição de 38%) que desistiu de se candidatar.

As taxas de intenção de voto se referem à pesquisa estimulada, aquela na qual os eleitores declaram sua preferência depois de ler a relação de candidatos. Na consulta espontânea, Serra aparece com 11% – é o único com porcentual de dois dígitos. Também nessa modalidade, Russomanno está em situação de empate técnico, com 9%.

Geografia do voto. Candidato pelo minúsculo PRB, Russomanno, com seus programas de televisão de apelo popular, conseguiu chegar ao primeiro lugar isolado na disputa eleitoral em duas das sete regiões da cidade, segundo a divisão geográfica feita pelo Ibope.

Uma delas é a chamada Zona Leste 1 (veja mapa), onde estão bairros como Tatuapé e Mooca – este último, o local de nascimento de Serra. A outra é a Sul 2, que concentra os bairros mais periféricos da região e é um tradicional reduto do PT.


Estadão

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tribunal de Justiça da Paraíba nomeia novo juiz para a comarca de Teixeira

A edição eletrônica do Diário da Justiça, desta terça-feira (31), traz as portarias do Gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça, designado os 21 novos magistrados aprovados no 52º Concurso de Juiz Substituto do Poder Judiciário estadual, para as suas respectivas comarcas, ambas de 1ª entrância. Os atos foram assinados pelo desembargador-presidente Abraham Lincoln da Cunha Ramos, obedecendo audiência pública e a ordem de classificação do certame.

Segundo o desembargador Lincoln, a nomeação dos novos juízes vai desafogar parcialmente, o número de processos nas unidades judiciárias. “Esses 21 magistrados ainda não é o ideal para atender a demanda atual no Estado. Desta forma, acreditamos que a Lei de Organização e Divisão Judiciária ao criar 67 novos cargos de juízes na Paraíba, vai melhora a prestação jurisdicional em todo o Estado”, observou o presidente.

Os novos juízes substitutos assumem as unidades judiciárias, imediatamente após o término do curso de formação que está sendo desenvolvido pela Escola Superior da Magistratura (Esma), no Complexo Judiciário.

Abaixo a designação de cada Juiz Substituto para sua respectiva comarca:

1.Bárbara Bortoluzzi Emmerich – Soledade;
2.Hugo Gomes Zaher – Serra Branca;
3.Rafaela Martins Pereira Toni – Boqueirão;
4.Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto – Sumé
5.Isabelle Braga Guimarães – Juazeirinho;
6.Anderley Ferreira Marques – Arara;
7.Philippe Guimarães Padilha Vilar – Cacimba de Dentro;
8.Maria Carmem  Heráclio Rêgo Freire – Taperoá;
9.Renan do Valle Melo Marques – Barra de Santa Rosa;
10.Michel Rodrigues Amorim – Teixeira;
11.Paula Frassinetti Nóbrega de Miranda – São Mamede;
12.Karen Cristina Lavoura Lima – Coremas;
13.Carlos Gustavo Guimarães Albergaria Barreto – Santana dos Garrotes;
14.Andrea Costa Dantas Botto Targino – Prata;
15.Alírio Maciel Lima de Brito – Uiraúna;
16.Vanessa Moura Pereira – Bonito de Santa Fé;
17.Diego Fernandes Guimarães - 1º Juizado Auxiliar da Fazenda Pública de 2ª Circunscrição;
18.Bruno Henrique de Oliveira – Paulista
19.Francisco Hilton Domingues de Luna Filho – Água Branca;
20.Luciana Celle Gomes de Morais - 1º Juizado Auxiliar de Família de 1ª Circunscrição;
21.Fabiano Lúcio Graças Costa - 1º Juizado Auxiliar Criminal de 1ª Circunscrição.

TJPB/Gecom/Marcus Vinícius Leite

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mensalão: Procurador-geral diz que STF ‘fará Justiça e condenará todos’

Para Gurgel, as 5 horas a que terá direito para a acusação serão suficientes - Dida Sampaio/AE

Protagonista do primeiro dia do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse na quarta-feira,1, que, para "ser feita a justiça", o tribunal terá de condenar todos os réus do caso. "Creio que o Supremo fará justiça. E na visão do Ministério Público, justiça é condenar todos", afirmou em entrevista ao Estado. Gurgel voltou a afirmar que as provas colhidas durante as investigações são "contundentes" e "falam por si".

O procurador já traçou sua estratégia para a sessão desta quinta-feira, 2. O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino e o publicitário Marcos Valério serão seus principais alvos.

Nas cinco horas reservadas para a acusação, Gurgel ressaltará a participação desse "núcleo político" e lembrará os principais fatos que comprovariam a existência da compra de votos no Congresso Nacional, estratagema que foi classificado como "o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil".

Assim como na denúncia, Dirceu será apontado como o "chefe de uma quadrilha". O procurador dirá que ele, no comando na Casa Civil a partir de janeiro de 2003, montou e gerenciou a compra de apoio de partidos políticos, esquema tornado viável pela prática de diversos crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha, evasão de divisas e gestão fraudulenta.

Integrante do núcleo político "original", o ex-dirigente petista Silvio Pereira não será julgado pelo STF, pois fez um acordo com o Ministério Público e já cumpriu serviços comunitários para se livrar da acusação do crime de formação de quadrilha.

"Como dirigentes máximos do Partido dos Trabalhadores, tanto do ponto de vista formal quanto material, os réus estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais, e de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira", afirmou Gurgel em suas alegações finais. "O objetivo era negociar apoio político ao governo no Congresso Nacional, pagar dívidas pretéritas, custear gastos de campanha e outras despesas do PT", acrescentou.

Desafio. O principal ponto da acusação também é o maior desafio imposto ao procurador-geral da República. Se não conseguir demonstrar que há provas suficientes para mostrar que Dirceu comandou a compra de apoio no Congresso, os ministros do Supremo poderão absolvê-lo.

De acordo com um dos mais antigos ministros do tribunal, o procurador-geral da República precisa comprovar que parlamentares da base aliada receberam dinheiro para votar com o governo ou ao menos que tenham recebido a promessa.

Na sua acusação, o procurador detalhará também a atividade dos outros dois grupos citados na denúncia formal. O núcleo operacional, encabeçado pelo empresário Marcos Valério, é acusado de tornar viável a obtenção de recursos financeiros para garantir a compra de apoio parlamentar no Congresso.

O terceiro grupo, chamado de núcleo financeiro, era composto por dirigentes do Banco Rural à época dos fatos. Para obter o dinheiro, segundo a denúncia, os dirigentes liberaram dinheiro para o esquema por meio de empréstimos que o Ministério Público classificou como "simulados". O dinheiro era lavado e entregue aos destinatários finais.

As cinco horas a que tem direito nesta quinta, afirmou Gurgel, "não serão suficientes" para esmiuçar e apontar todas as provas colhidas e que, segundo, comprovariam a prática dos crimes. "O tempo, a rigor, não será suficiente para falar de tudo e de todos", disse.

No dia seguinte à acusação, os advogados dos réus, a começar pelo defensor de José Dirceu, farão suas sustentações orais. Serão cinco advogados por dia, tendo cada um o tempo de uma hora. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, espera que o julgamento se encerre até o fim do mês. Outros ministros estimam que o julgamento seja concluído até o fim de setembro.

Suspeição. Gurgel também afirmou na quarta-feira que avalia se vai pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli no julgamento. Toffoli já disse a interlocutores que vai, sim, julgar o caso, apesar de ser cobrado por suas ligações pessoais com Dirceu e pelo fato de ter construído sua carreira de advogado dentro do PT. "É um assunto que será visto até o início do julgamento", disse Gurgel.

Estadão.com.br

Janio de Freitas: imprensa já julgou e condenou

Janio de Freitas: imprensa já julgou e condenou
EM ARTIGO, COLUNISTA APONTA PREJULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470 

247 – Oficialmente, o julgamento da Ação Penal começa apenas na quinta-feira, mas na imprensa ele já foi encerrado e lacrado. Leia a análise de Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo:
O julgamento na imprensa
Se há contra os réus indução de animosidade, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações
O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes.
Os trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio estão em minoria quase comovente.
Na hipótese mais complacente com a imprensa, aí considerados também o rádio e a TV, o sentido e a massa de reportagens e comentários resulta em pressão forte, com duas direções.
Uma, sobre o Supremo. Sobre a liberdade dos magistrados de exercerem sua concepção de justiça, sem influências, inconscientes mesmo, de fatores externos ao julgamento, qualquer que seja.
Essa é a condição que os regimes autoritários negam aos magistrados e a democracia lhes oferece.
Dicotomia que permite pesar e medir o quanto há de apego à democracia em determinados modos de tratar o julgamento do mensalão, seus réus e até o papel da defesa.
O outro rumo da pressão é, claro, a opinião pública que se forma sob as influências do que lhe ofereçam os meios de comunicação.
Se há indução de animosidade contra os réus e os advogados, na hora de um julgamento, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações a granel e, no resultado alternativo, decepção exaltada. Com a consequência de louvação ou de repulsa à instituição judicial.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reforça o sentido das reportagens e dos comentários mais numerosos, ao achar que "o mensalão é o maior escândalo da história" -do Brasil, subentende-se.
O procurador-geral há de ter lido, ao menos isso, sobre o escândalo arquitetado pelo brilho agitador de Carlos Lacerda em 1954, que levou à República do Galeão, constituída por oficiais da FAB, e ao golpe iniciado contra Getúlio Vargas e interrompido à custa da vida do presidente.
Foi um escândalo de alegada corrupção que pôs multidões na rua contra Getúlio vivo e as fez retornar à rua, em lágrimas, por Getúlio morto.
Como desdobramento, uma série de tentativas de golpes militares e dois golpes consumados em 1955.
O procurador Roberto Gurgel não precisou ler sobre o escândalo de corrupção que levou multidões à rua contra Fernando Collor e, caso único na República, ao impeachment de um presidente. Nem esse episódio de corrupção foi escândalo maior?
E atenção, para não dizer, depois, que não recebemos a advertência de um certo e incerto historiador, em artigo publicado no Rio: "Vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana".
Dois inícios de guerra civil em 1930 e 1932, insurreição militar-comunista em 1935, golpe integralista abortado em 1937, levante gaúcho de defesa da legalidade em 1961, dezenas de tentativas e de golpes militares desde a década de 1920.
E agora, à espera do julgamento do mensalão, é que "vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana".
Brasil 247

Mensalão: Toffoli faz suspense até a véspera

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Juro que me empenhei ao máximo para falar com meu amigo ministro José Antonio Toffoli para saber dele se vai ou não participar do julgamento do processo do mensalão, que começa dentro de 24 horas no Supremo Tribunal Federal, mas até o momento em que comecei a escrever o post, no início da tarde desta quarta-feira, não tive retorno.
Ou ando sem prestígio ou Toffoli, pressionado por todos os lados, ainda não decidiu o que vai fazer. E por que é tão importante ter uma definição do ministro mais jovem do STF, às vésperas do início dos trabalhos que vão decidir o destino de 38 réus?
Por tudo que consegui apurar até agora, o tribunal está dividido ao meio e qualquer voto pode ser decisivo. Pelo mesmo motivo, especula-se tanto se haverá tempo do ministro Cezar Peluso dar seu voto antes da aposentadoria compulsória marcada para 3 de setembro, em meio ao julgamento.
Ligado profissionalmente e por laços de amizade ao ex-presidente Lula e ao PT, o voto de Toffoli é dado como certo pela absolvição do ex-ministro José Dirceu, de quem foi assessor jurídico na Casa Civil.
Da mesma forma, o voto de Peluso já é contado pelos que querem a condenação dos réus, se possível às penas máximas previstas em lei.
Meu palpite, pelo que conheço de Toffoli, 45 anos, paulista de Marília, irmão de padre e sobrinho de monsenhor, com quem trabalhei no Palácio do Planalto nos dois primeiros anos do governo Lula, um jovem à moda antiga que não perde missa aos domingos, é que ele não vai se declarar impedido de participar do julgamento.
Só há um jeito disto acontecer: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, levantar suspeição sobre a participação do ministro por suas ligações com o PT e vários dos réus, mas é improvável que ele tome esta iniciativa para não atrasar e tumultuar o julgamento. Além do mais, a decisão sobre a participação ou não de Toffoli teria que ser votada pelos demais ministros.
Antes do início do julgamento propriamente dito, o plenário também poderá ser convocado para decidir sobre uma questão de ordem que será levantada pelo advogado Márcio Tomás Bastos, que pedirá o desmembramento do processo.
Defensor de José Roberto Salgado, ex-diretor do banco Rural, Bastos alegará que apenas três dos réus têm prerrogativa de fôro (os deputados federais João Paulo Cunha, do PT, Valdemar Costa Neto, do PR, e Pedro Henry, do PP), devendo o processo dos demais ser remetido à Justiça de primeira instância.
É muito pouco provável que a maioria dos ministros aceite o pedido do ex-ministro da Justiça Márcio Tomás Bastos, até porque seria necessário desmontar o circo e começar tudo de novo. De qualquer forma, esta discussão poderá atrasar os trabalhos e dividir mais ainda o plenário.
Conversei na terça-feira com Bastos, que não encontrou novidades no novo relatório entregue esta semana aos ministros pelo procurador-geral Roberto Gurgel, do qual ele recebeu uma cópia. "É só um índice dos principais pontos da acusação, mas o processo todo é artificial. Nada existe de concreto contra o meu cliente".
Se tudo correr conforme o planejado pelo presidente do STF, ministro Ayres Brito, este primeiro dia do julgamento deverá ser todo ocupado pela acusação, que terá cinco horas para apresentar as provas produzidas para pedir a condenação dos réus.
Para o advogado Arnaldo Malheiros Filho, defensor de Delúbio Soares, que fará a sustentação oral na sexta-feira, com quem também conversei esta semana sobre as suas expectativas para o julgamento, "provas não tem" nas mais de 50 mil páginas do processo. Segundo o advogado, Delúbio é a principal testemunha a favor de José Dirceu no processo.
Os dois primeiros dias podem ser decisivos para os rumos do julgamento. Ainda na sexta-feira, além de Malheiros, falará o advogado José Luiz Oliveira Lima, defensor de José Dirceu, que também sustentará a falta de provas no processo. Cada advogado terá uma hora para apresentar sua defesa.
A questão central para os ministros será decidir se houve ou não compra de votos de parlamentares com o uso de dinheiro público, como sustenta a acusação, mas está claro, pelo clima bélico criado nos últimos dias, que o julgamento será essencialmente político e não apenas técnico baseado nas provas do processo.
O que está em jogo, na verdade, é uma espécie de terceiro turno promovido pelos partidos de oposição e por amplos setores da velha imprensa, até hoje inconformados com as derrotas sofridas nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010, e a total falta de perspectivas para 2014.
Por isso, transformaram o julgamento do processo do mensalão numa questão de vida ou morte, de tudo ou nada, em que o único resultado admitido é a condenação dos réus.
Nos editoriais, nas colunas, nas "reportagens especiais" e nas cartas dos leitores, só faltou alguém pedir a pena de morte, como se os destinos nacionais, e não apenas uma decisão jurídica, estivessem nas mãos dos 11 ministros do STF.
Balaio do Kotscho

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Assembleia adia votação do pedido de empréstimo da Cagepa


A novela continua. Depois de muita discussão em plenário, o presidente Ricardo Marcelo decidiu adiar a votação do parecer do deputado Vituruano de Abreu, da Comissão de Orçamento, sobre o pedido de aval do Governo para a Cagepa contrair empréstimo de R$ 150 milhões. A matéria só deverá ser apreciada em plenário na próxima semana.
O problema foi que o líder do Governo, deputado Hervázio Bezerra, não protocolou, dentro do prazo legal, o recurso contra o parecer de Vituriano de Abreu, que é contra a concessão de aval do Governo para o empréstimo. Desta forma, o recurso só poderá ser votado na próxima sessão ordinária, prevista para ocorrer na quarta-feira.
Logo cedo, vários servidores da Cagepa se postaram em frente à Assembleia, para pressionar os deputados a votarem pelo empréstimo. Alguns parlamentares chegaram a se queixar da insegurança na Casa para a votação. Já nas galerias, os funcionários da empresa voltaram a se manifestar. O clima ficou tenso na Casa e houve bate-boca entre deputados de oposição e situação.
Para derrubar o parecer contrário do deputado Vituriano de Abreu ao pedido de aval do Governo do Estado para o empréstimo de R$ 150 milhões da Cagepa serão necessários 22 votos, segundo enfatizou o presidente Ricardo Marcelo, lembrando: “É o que diz o regimento da Casa, porque o parecer foi por inadequação orçamentária.”
O deputado Gervásio Filho, presidente da Comissão de Orçamento, voltou afirmar que “os paraibanos não podem, nem devem ser responsabilizados portodo desmantelo da Cagepa, pois, no final, quem irá pagar esses empréstimos é a própria população. O governo até agora não cobrou os R$300 milhões dos devedores, mas quer esse novo empréstimo para quitar dívidas com o banco”.
Gervásio também voltou a lembrar que o atual Governo já contraiu, somente este ano, mais de R$ 30 milhões em empréstimos, inclusive com o Banco Gerador, de Pernambuco, em “condições absurdas, pagando juros altíssimos e se submetendo até mesmo ao pagamento de comissão de 10% sobre o valor da operação, e tudo isso será pago pelo consumidor”.
Helder Moura